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Economia

Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais

Inspirado no Bolsa Família, o ministro sugere modernizar e integrar programas assistenciais para maior eficiência e sustentabilidade.

Redação Jornal de Brasília

10/02/2026 13h42

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10), em São Paulo, que o Brasil está maduro para repensar a estrutura das despesas sociais, propondo uma nova arquitetura para os benefícios assistenciais. Em entrevista durante o CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual, ele sugeriu a fusão de programas existentes, inspirando-se no modelo do Bolsa Família, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003.

Segundo Haddad, a ideia ainda não se tornou um projeto oficial do governo e nem foi submetida ao presidente Lula, mas já é objeto de estudos entre técnicos, inclusive de fora do governo. ‘Olhando para o orçamento, talvez o Brasil esteja maduro para uma solução mais criativa’, disse o ministro. Ele enfatizou que o objetivo não é reduzir os gastos, mas torná-los mais modernos, eficazes e sustentáveis, citando discussões sobre renda básica como exemplo nessa direção.

Haddad comparou a proposta ao sucesso do Bolsa Família, que unificou diversos programas e ganhou reconhecimento internacional. ‘Será que não seria o caso de fazer o que o presidente Lula fez em 2003, quando estava cheio de programas e o Bolsa Família nasceu como o grande guarda-chuva?’, questionou.

Durante o evento, o ministro também destacou a importância de ‘cuidar do Banco Central’, que pode contribuir ou prejudicar significativamente o país. Ele se disse atento às ações da instituição e elogiou a atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no caso do Banco Master. Haddad relatou que o banco teve um crescimento exponencial até 2024, estancado após a posse de Galípolo, quando foi descoberta uma fraude de R$ 12 bilhões. ‘Pior do que tudo, se descobriu uma fraude de R$ 12 bilhões. Diante disso, não havia muito o que fazer’, afirmou, acrescentando que investigações apontarão as responsabilidades pela gestão fraudulenta.

Haddad esclareceu que suas críticas aos juros altos não visam macular a reputação de Galípolo, mas são reflexões sobre a queda da inflação e a estabilidade do juro nominal em 15%.

Por fim, o ministro elogiou a reforma tributária como seu principal legado na pasta. Ele previu que o Brasil sairá de uma das piores posições no ranking tributário mundial — 184 entre 190 países, segundo o Banco Mundial — para figurar entre os melhores, graças à digitalização e transparência da reforma. ‘A reforma tributária vai entrar para a história, e eu acredito que, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, isso esteja já claro para todos nós’, concluiu.

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