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Economia

Haddad dá ultimato: Governo do DF precisa aportar R$ 4 bi no BRB sob risco de intervenção

A exigência decorre da insuficiência patrimonial, resultado das transações realizadas no processo de tentativa de aquisição do Banco Master

Redação Jornal de Brasília

19/01/2026 6h22

Foto: Pablo Porciuncula/AFP

Foto: Pablo Porciuncula/AFP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicou à direção do Banco de Brasília (BRB) que o Governo do Distrito Federal (GDF) precisa realizar um aporte de R$ 4 bilhões na instituição, sob pena de o banco sofrer uma intervenção. A exigência decorre da insuficiência patrimonial identificada no banco estatal, resultado das transações realizadas no processo de tentativa de aquisição do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O cenário baseia-se nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apontaram indícios de que o Master teria vendido R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB.

Em acareação no fim do ano passado no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do banco estatal, Paulo Henrique Costa, afirmou que a instituição não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aportados no banco de Vorcaro antes que o Banco Central decretasse a liquidação extrajudicial da instituição privada em novembro. Agora, o BRB afirma que o número do rombo está em análise e está em análise pelo Banco Central e por uma auditoria independente.

Diante do buraco, o governo federal entende que é necessária a injeção de recursos pelo acionista controlador, o governo de Ibaneis Rocha (MDB), para sanar o desequilíbrio financeiro. Na semana passada, o BRB já havia admitido a possibilidade de receber aportes para cobrir prejuízos com a operação. Procurado pela coluna, o Ministério da Fazenda não quis se manifestar.

BRB diz que já prevê aportes

Em nota enviada à coluna, o BRB nega riscos à sua operação e detalha o andamento das apurações internas. Leia a íntegra:

“O BRB informa que trabalha diariamente em conjunto com o Banco Central e esclarece que todas as operações mencionadas no âmbito da Operação Compliance Zero, que possam estar relacionadas ao Banco, estão incluídas na investigação forense independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll.

A instituição reforça seu compromisso com a transparência, a governança e o cumprimento das normas do sistema financeiro, colaborando integralmente com as autoridades competentes.

Além disso, o BRB destaca que os possíveis prejuízos ligados à compra de carteiras do Banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente.

Caso sejam confirmados, o BRB informa que já possui plano de capital que prevê aporte através de vários instrumentos de recomposição de capital.

O BRB reafirma que segue sólido, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros.”

Estadão Conteúdo

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