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Economia

Haddad classifica crise do Banco Master como maior fraude da história do Brasil

Ministro da Fazenda afirma que o caso não representa risco sistêmico à economia, mas afeta significativamente o Fundo Garantidor de Crédito.

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 21h30

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Foto: Banco Master/Divulgação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta sexta-feira (27) que a crise envolvendo o Banco Master não constitui um risco sistêmico para a economia brasileira, pois está concentrada no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo mantido pelas instituições financeiras para cobrir quebras e liquidações.

“Não tem risco sistêmico porque está concentrado no fundo garantidor de crédito. Machuca o Fundo Garantidor de Crédito para valer. Está pegando aí de 30 a 50% do volume do fundo, mas está restrito a isso. Agora, isso é uma pancada como nunca se viu na história do sistema financeiro brasileiro”, afirmou Haddad em entrevista ao Flow Podcast.

Apesar de minimizar o impacto macroeconômico, o ministro classificou o episódio como “a maior fraude bancária da história do Brasil”. Ele enfatizou que o governo federal está totalmente comprometido em levar as investigações até o fim, de acordo com a lei.

Haddad também informou que o Banco Central iniciou a revisão das normas de segurança do sistema financeiro para impedir a repetição de situações semelhantes. “As brechas que permitiram ao Banco Master fazer essa operação não podem existir mais. Algumas normas já foram alteradas pelo Banco Central. O Banco Central está fazendo a revisão das normas para que isso não venha a acontecer de novo”, declarou.

Sobre o envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad negou que ele ou ele próprio tenham conhecido formalmente Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele relatou um único encontro informal em que Vorcaro reclamou de suposta perseguição por grandes bancos. Nessa ocasião, Lula teria reiterado a imparcialidade: não haveria perseguição nem favorecimento, e as decisões seriam técnicas, tomadas pelo Banco Central de forma autônoma.

“Parece que o presidente do Banco Central foi chamado [ao encontro] e o presidente Lula disse na frente dos dois: ‘Olha, não existe isso no meu governo, não vai ter perseguição e nem favorecimento. O que quer que aconteça com teu banco, vai ser uma decisão técnica de um órgão independente do governo, que é o Banco Central, que tem autonomia para tomar a decisão que quiser. Não haverá pressão nem para um lado nem para o outro. O que tiver que acontecer vai acontecer na forma da lei’. Essa foi a única frase que o presidente falou, segundo o relato de quem estava lá”, completou o ministro.

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