O presidente da Confederação Patronal da República Mexicana (Coparmex), Juan de Dios Barba, explicou em entrevista coletiva que os setores de comércio, turismo, serviços e indústria foram os mais afetados, sendo que, no geral, a capital mexicana sofreu queda de 35% em suas atividades econômicas.
Barba alertou para a possibilidade de quase 50 mil postos de trabalho serem fechados nos próximos dois ou três meses, principalmente nas pequenas e médias empresas, que ficaram sem liquidez durante este período de contingência por causa da gripe.
“É necessário aproveitar esta crise como uma grande oportunidade para mudar a forma de fazer negócios no México”, disse o presidente da Coparmex.
A epidemia de gripe no México prejudicou principalmente o turismo, atividade que é a terceira fonte de renda do país. Em 2009, o setor deve faturar 29,6% a menos do que no ano anterior, segundo dados divulgados à Agência Efe pela Secretaria de Turismo mexicana.
De acordo com as estimativas do Sistema Integral de Informação de Mercados Turísticos (Siimt), nos Estados Unidos, principal país de procedência dos visitantes, as operadoras de turismo comunicaram cancelamentos da ordem de 70% nos pacotes para o México e as agências de viagens, 55%.
No Canadá, o índice de cancelamentos de viagens para o México chegou a 100% em algumas agências.
Quanto à Europa, as principais operadoras reportam cancelamentos de entre 90% e 100%.
Segundo o Siimt, caso esta tendência continue, o México receberá este ano 28% a menos de turistas por via aérea do que no ano anterior.
Dos 335 mil estabelecimentos existentes na Cidade do México, 60 mil (cerca de 20%) tiveram “graves problemas” por consequência da gripe.
Barba se reuniu hoje com o prefeito da capital mexicana, Marcelo Ebrard. No encontro, ambos fecharam acordo para redobrar os esforços de promoção da imagem da Cidade do México e aumentar o número de eventos esportivos, culturais e artísticos para recuperar a confiança dos turistas.
Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE