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Economia

Grécia irá cortar 30% dos funcionários de ministérios

Arquivo Geral

20/09/2011 16h34

Pressionado pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para que siga cortando gastos, o governo grego se comprometeu a reduzir em 30% o número de empregados de seus ministérios, mesmo após já ter suprimido 200 mil cargos do funcionalismo público.

O ministro de Reformas Administrativas, Dimitris Repas, enviou nesta terça-feira (20) uma circular governamental na qual pede que todos os ministérios elaborem uma lista com o pessoal considerado prescindível.

Nos últimos dois anos, o governo cortou 200 mil cargos públicos, entre aposentadorias não cobertas e funcionários temporários, informou nesta terça em Atenas o secretário de Estado, Angelo Tolkas.

A Grécia, no entanto, prometeu aos parceiros europeus e ao FMI que ainda suprimirá outros 150 mil postos até o fim de 2015, em troca de uma ajuda financeira de 160 bilhões de euros. O país deve cumprir as medidas acordadas para reduzir seu déficit público a 17,1 bilhões de euros esse ano, o que significa 7,6% do PIB.

O Fundo e a UE destacaram que é indispensável que os gregos sigam realizando seu programa de reformas estruturais. Assim, o ministro das Finanças local, Vangelis Venizelos, retomará nesta terça-feira as negociações com os parceiros do país, por meio de uma teleconferência.

A imprensa local informou que uma das primeiras medidas acertadas foi o corte imediato de 25 mil funcionários públicos, o que significará uma economia de 1 bilhão de euros aos cofres públicos. Outra medida acertada é a implantação de um sistema comum de remunerações do setor público, que reduzirá as despesas estatais em 25%.

Além disso, as recomendações sugerem o fechamento de 60 instituições públicas, assim como privatizações de empresas do governo, que renderiam 5 bilhões de euros em 2011 e 50 bilhões de euros até 2015.

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