Segundo a agência “Kyodo”, esta decisão do Executivo atende à necessidade de nomear um presidente oficial do banco central japonês antes da reunião de ministros de Finanças do G7 (os países mais desenvolvidos), nesta semana.
O Governo selecionou também Hiroshi Watanabe, vice-ministro de Finanças para Assuntos Internacionais, como candidato a suceder Shirakawa como um dos dois vice-presidentes do banco central, junto com Kiyohiko Nishimura.
No entanto, se presume que a nomeação de Nishimura apresentará dificuldades, devido à rejeição da oposição de nomear candidatos que tenham tido um passado no Ministério das Finanças, como é o caso de Watanabe.
Após ter rejeitado todos os candidatos propostos até agora pelo Governo, o Partido Democrático (PD) afirmou neste fim de semana que apoiaria a candidatura de Shirakawa, de 58 anos, a quem já apoiaram para sua nomeação como vice-presidente.
O cargo de presidente do Banco do Japão, que está vazio desde 19 de março, após o fim do mandato de Fukui, precisa ser referendado pelas duas Câmaras, por isso ele não poderá ser eleito sem o apoio da oposição, que controla o Senado.
O PD rejeitou primeiro Toshihiro Muto, ex-vice-presidente do Banco do Japão, e também não aceitou a sugestão do Governo para estender o mandato do anterior ocupante do posto, Toshihiko Fukui.