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Economia

Governo propõe elevar etanol na gasolina para até 32%

A proposta deve ser levada ao CNPE nos próximos dias e integra a agenda de biocombustíveis e descarbonização do governo

Redação Jornal de Brasília

09/06/2026 17h11

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (9) que levará ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para até 32%.

A medida foi discutida em reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e representantes de entidades e empresas do setor sucroenergético. Segundo Silveira, a proposta atende a uma demanda do setor e deve ser apreciada pelo CNPE nos próximos dias, em um prazo estimado de até 15 dias.

De acordo com o ministro, a ampliação da mistura faz parte da agenda de descarbonização e de fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei do Combustível do Futuro. Ele afirmou que a iniciativa pode reduzir a necessidade de importação de gasolina em cerca de 450 milhões de litros a 454 milhões de litros e contribuir para conter oscilações de preços provocadas por conflitos internacionais.

Silveira também destacou que a mudança deve ampliar o consumo de combustível renovável produzido no país, com impacto sobre emprego, renda e desenvolvimento nacional. Na avaliação do ministro, os estudos técnicos realizados após a aprovação da lei permitem avançar até o E32.

Representantes do setor de biocombustíveis classificaram o encontro como positivo e reforçaram o papel do etanol na segurança energética e na redução de preços ao consumidor. O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, disse que o litro do etanol custa, em média, R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina e afirmou que um aumento de 2% na mistura pode representar redução equivalente para o consumidor.

Gussi também afirmou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou gasto de R$ 8 bilhões com importações de gasolina.

O presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, declarou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor e projetou para este ano um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção. Segundo ele, a medida representa uma oportunidade para descarbonizar ainda mais a matriz de transporte e ampliar o uso do etanol em regiões onde o combustível está mais barato do que a gasolina. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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