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Economia

Governo prevê 14 leilões de rodovias e 8 de ferrovias em 2026

Anúncio ocorre durante leilão da Autopista Fernão Dias, vencido pela Motiva com deságio de 17,05% na tarifa.

Redação Jornal de Brasília

24/03/2026 13h02

Renan Filho

Foto: © Marcio Ferreira/MT

O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou que o governo federal planeja realizar 14 leilões de rodovias em 2026, superando os 13 realizados ao longo de 2025. O anúncio foi feito durante o leilão da Autopista Fernão Dias, promovido pela B3 em São Paulo, nesta segunda-feira (11).

Segundo o ministro, desde o início do mandato do presidente Lula, já foram realizados 22 leilões rodoviários. ‘Vamos bater o recorde deste ano’, afirmou Renan Filho, destacando que, além dos novos leilões, o governo está resolvendo problemas pendentes de concessões antigas. Ele também revelou que estão previstos oito leilões de ferrovias para 2026, visando impulsionar investimentos no setor ferroviário no país.

No leilão da Autopista Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte pela BR-381, a Motiva (antiga CCR) venceu ao oferecer 17,05% de deságio na tarifa de pedágio. A empresa superou a atual concessionária, Arteris Fernão Dias, e o consórcio formado pelo Grupo EPR (Consórcio Infraestrutura MG). Essa foi a primeira vez em que o controle de um contrato de concessão rodoviária passou para outra empresa por meio de leilão, marcando um avanço na modernização de contratos antigos.

O leilão faz parte da estratégia do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para otimizar concessões existentes. É o quarto do tipo realizado pelo atual governo, e a transição de controle entre a Arteris e a Motiva deve ocorrer de forma rápida. Renan Filho estimou que a saída da Arteris será combinada para acontecer o mais breve possível, garantindo qualidade na transição.

De acordo com Eduardo Camargo, presidente da Motiva Rodovias, o contrato de transição está previsto para ser assinado entre abril e maio de 2026. A nova concessionária terá a obrigação de iniciar um conjunto de obras já no primeiro ano, o que deve trazer melhorias perceptíveis para os usuários da rodovia que conecta as capitais de São Paulo e Minas Gerais.

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