O Governo paraguaio anunciou hoje a criação do Conselho Nacional da Reforma Agrária Integral para buscar uma saída ao conflito gerado no campo diante do aumento das ameaças de invasões a fazendas nas últimas semanas.
O presidente Fernando Lugo anunciou a criação do conselho após a reunião desta quinta-feira à noite com os dirigentes de grupos de lavradores da Frente Social e Popular, information pills ligado ao chefe de Estado e formado por várias organizações sociais, dosage informou a Presidência em comunicado.
Os líderes camponeses da Frente se reuniram com Lugo após completarem ontem o terceiro dia de protestos em Assunção e em outros sete departamentos (estados), buy more about onde também realizaram bloqueios de estradas para reivindicar mudanças no Poder Judiciário e na Promotoria, assim como para exigir reforma agrária.
O ministro do Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert), Alberto Alderete, que participou da reunião, disse que Lugo assinará o decreto que cria o Conselho Nacional durante um encontro com os camponeses, no próximo dia 12.
O encontro aconteceu na residência presidencial de Mburuvicha Roga.
Além disso, Alderete ressaltou que “o Governo começará a implantar um programa de contingência para atender às necessidades mais urgentes dos camponeses”, diz o comunicado oficial.
O documento acrescenta que dentro desse plano de contingência “se estipula a recuperação de terras em poder de pessoas não-adeptas à reforma agrária”, assim como dos terrenos obtidos de forma irregular por pessoas “de inescrupulosas administrações governamentais anteriores”.
O Conselho Nacional da Reforma Agrária será integrado por autoridades do Indert e dos ministérios de Agricultura e Pecuária, Educação e Saúde Pública, além da Administração Nacional de Eletricidade (Ande) e dos líderes dos grupos camponeses.
Já Héctor Cristaldo, presidente da União de Grêmios de Produção (UGP), criticou o fato de não se incluir representantes dos produtores agrícolas no futuro conselho.
No entanto, destacou como algo positivo a intenção de criar esse organismo, que, segundo ele, deve elaborar um “Mapa de Caminho definido para atender às reivindicações camponesas”.
O anúncio da criação do conselho acontece no momento em que grupos de denominados “sem-terra” permanecem acampados nas fazendas dos produtores de soja mecanizada, principalmente de brasileiros, para exigir o acesso a elas.
Os grupos acusam colonos brasileiros de comprar ou receber concessões de terras ilegalmente e de desmatarem florestas e poluirem o meio ambiente com cultivos mecanizados, como o da soja.