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Economia

Governo lança Protocolo Brasil Sem Fome para combater insegurança alimentar

Estratégia integra SUS, SUAS e Sisan para identificar famílias vulneráveis e priorizar acesso a programas sociais em 500 municípios de maior risco

Redação Jornal de Brasília

20/02/2026 16h07

comida

Foto: Arquivo/Agência Ceub

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome lançou o Protocolo Brasil Sem Fome, uma estratégia para localizar e atender brasileiros que ainda não têm acesso garantido a pelo menos três refeições diárias. A iniciativa foi detalhada no episódio do podcast Fala MDS desta sexta-feira (20.02), com a participação da secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity.

De acordo com Burity, o protocolo funciona como um guia operacional para integrar políticas públicas, permitindo a busca ativa por pessoas em situação de insegurança alimentar. Ela destacou que o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2025, mas a redução dos índices não significa o fim do problema, exigindo estratégias focadas para os casos mais complexos.

O diferencial da iniciativa é a integração entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Um diagnóstico de desnutrição em um posto de saúde, por exemplo, pode se tornar porta de entrada para programas como Bolsa Família, Cozinha Solidária e Restaurante Popular, por meio do cruzamento com o Cadastro Único.

Inicialmente, o governo priorizará 500 municípios com os maiores riscos de insegurança alimentar, oferecendo apoio técnico aos locais que aderirem ao protocolo. Burity enfatizou a importância da mobilização de estados e municípios para receber o suporte federal.

Estudo recente do ministério mostra que famílias beneficiadas pelo Bolsa Família têm 11,2% mais chances de sair da insegurança alimentar ao ingressar no programa, com melhorias adicionais ao longo do tempo no benefício.

Os próximos passos incluem a formação de agentes estaduais a partir de fevereiro de 2026, com cursos disponíveis no site do ministério para capacitar gestores municipais na aplicação do protocolo. As informações foram retiradas do Governo Federal.

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