O Governo do Brasil, por meio dos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, lançou nesta segunda-feira (25) o 5º Leilão do Eco Invest Brasil. A nova etapa do programa é voltada ao fortalecimento da inovação tecnológica e ao desenvolvimento de cadeias estratégicas para a competitividade brasileira.
A rodada prevê a criação de seis Fundos de Inovação Eco Invest, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os instrumentos serão direcionados a setores considerados estratégicos, como fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.
Segundo o governo, o Tesouro Nacional aportará até R$ 2,5 bilhões nesta rodada, sendo R$ 1,5 bilhão para cada fundo de inovação e até R$ 1 bilhão para a linha de crédito corporativo. A expectativa é que o leilão mobilize até R$ 50 bilhões, o que, se confirmado, faria desta a maior etapa do Eco Invest Brasil até aqui.
Durante o lançamento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a iniciativa busca conectar ciência, capital e setor produtivo para ampliar a inovação em escala. Já o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou o programa como um “ganha-ganha”, ao citar benefícios para a economia e para o meio ambiente.
O Eco Invest Brasil também conta com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), inclusive com um empréstimo de US$ 1 bilhão, mecanismos para gestão de risco cambial, instrumentos de blended finance e apoio à preparação de projetos.
No mesmo anúncio, o governo apresentou os resultados do 4º Leilão do Eco Invest Brasil, voltado à bioeconomia, ao turismo sustentável e à infraestrutura habilitante na Amazônia Legal. A rodada recebeu propostas de oito instituições financeiras e registrou demanda superior a R$ 7 bilhões em recursos catalíticos, com potencial para mobilizar mais de R$ 29 bilhões em investimentos.
Do total, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na linha principal, a partir dos lances do ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual. Esse montante deverá viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões com captação internacional.
O eixo de infraestrutura concentrou o maior volume de recursos, com mais de R$ 7,8 bilhões destinados à Amazônia Legal. A bioeconomia mobilizou R$ 4,4 bilhões em investimentos ligados à bioindustrialização, sociobioeconomia e restauração produtiva, enquanto o turismo sustentável deverá receber cerca de R$ 900 milhões para iniciativas ligadas ao turismo ecológico, unidades de conservação e turismo de base comunitária.
Com os quatro leilões já realizados, o Eco Invest Brasil já alcançou mais de R$ 140 bilhões mobilizados e reúne 13 instituições financeiras credenciadas, consolidando-se como uma das principais plataformas de financiamento climático e desenvolvimento sustentável do país. Os documentos e informações relativos ao 5º leilão serão publicados oportunamente no site do programa. As informações foram retiradas da Agência Brasil.