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Economia

Governo apresenta projetos de R$ 620 mi para retomada econômica rural na Bacia do Rio Doce

Comitiva federal visita municípios de MG e ES para detalhar iniciativas de recuperação de solos, regularização fundiária e inclusão digital para agricultores afetados pelo rompimento de Mariana.

Redação Jornal de Brasília

11/03/2026 15h20

Foto: Marci Hences/Anater, MDA

Foto: Marci Hences/Anater, MDA

Uma comitiva do Governo do Brasil, liderada pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER), por meio da Gerência Extraordinária de Reparação do Rio Doce (GEREX), realiza agendas em municípios do Espírito Santo e de Minas Gerais atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.

A iniciativa visa apresentar projetos aprovados pelo Comitê do Rio Doce, relacionados ao Programa de Retomada Econômica (PRE) do Eixo Rural, anexo do Novo Acordo do Rio Doce, com investimentos totais de cerca de R$ 620 milhões.

A comitiva inclui representantes da Casa Civil da Presidência da República, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outros.

Na segunda-feira (9/3), as reuniões ocorreram no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Colatina, no Espírito Santo. Pela manhã, os projetos foram apresentados a gestores municipais, sindicatos e representantes institucionais. À tarde, cerca de 200 participantes, incluindo agricultores familiares, movimentos sociais como o MST, MPA e MAB, associações de mulheres, cooperativas, sindicatos rurais e comunidades quilombolas, debateram as iniciativas.

Adriana Aranha, gerente extraordinária de Reparação do Rio Doce da ANATER, enfatizou a importância do diálogo democrático: ‘Queremos que esse processo ocorra de forma democrática, garantindo que as populações tenham voz ativa na definição das medidas que impactam diretamente seus territórios, seus modos de vida e sua organização social.’

Entre os projetos destacados, o Recuperação de Solos para Produção na Bacia do Rio Doce, apresentado por Flávio Costa, do MAPA, beneficiará 16.936 agricultores familiares do Programa de Transferência de Renda (PTR Rural), em propriedades a até cinco quilômetros dos rios impactados. Com duração de quatro anos e investimento de R$ 125,49 milhões, o projeto visa reabilitar solos e revitalizar espécies cultivadas em 40 municípios de MG e ES.

Outro, de regularização fundiária e ambiental, apresentado por Danilo Prado Araújo, do MDA, inclui elaboração de plantas e memoriais de imóveis rurais, atualização do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e apoio ao crédito rural via Pronaf. Previsto para dez anos, o investimento é de R$ 316,2 milhões.

O projeto Retomada Econômica e Agroecológica dos Assentamentos, apresentado por Crispim Moreira, da UFMG, promove recuperação socioambiental por meio de sistemas agroecológicos e solidários em assentamentos da reforma agrária.

O programa Semear Digital, da Embrapa, apresentado por Luciana Alvim Santos Romani, foca na inclusão digital em cadeias como cacau, café e pecuária, com duração de três anos, para ampliar renda e produtividade.

Por fim, o programa Florestas Produtivas, do MDA, apresentado por Fernanda Maia de Oliveira, busca fortalecer a agricultura familiar e a resiliência hídrica com sistemas agroflorestais e bioeconomia, em 49 municípios, por cinco anos.

A programação iniciou no domingo (8/3) com visita à Cooperativa Força da Terra, em Colatina, e prosseguirá em municípios mineiros como Aimorés, Resplendor, Tumiritinga, Governador Valadares, Caratinga e Raul Soares.

Com informações do Governo Federal

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