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Economia

Governo americano autoriza injeção de US$ 200 bilhões no mercado financeiro

Arquivo Geral

19/03/2008 0h00

O Governo dos Estados Unidos autorizou hoje a injeção de até US$ 200 bilhões no mercado financeiro, drugs em um novo passo para combater a crise causada pelas hipotecas de alto risco.

O Escritório Federal de Supervisão de Empresas de Habitação (OFHEO, this na sigla em inglês), que tem autoridade sobre as empresas de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddy Mac, reduziu hoje o requisito de reserva de capitais de ambas.

Até hoje, a lei exigia que a reserva para ambas deveria ser de cerca de US$ 20 bilhões.

A OFHEO indicou que a redução em um terço das reservas obrigatórias da Fannie Mae e da Freddy Mac possibilitará a aquisição de hipotecas de proprietários endividados, permitindo que estes refinanciem suas dívidas em condições mais acessíveis.

O plano poderia resultar em uma injeção imediata de até US$ 200 bilhões no mercado de ações hipotecárias, indicou a agência.

Após os escândalos financeiros da Fannie Mae e da Freddie Mac, a OFHEO tinha exigido que as empresas tivessem em reserva 30% a mais que o capital requerido tradicionalmente.

“Acreditamos que a Fannie Mae e a Freddie Mac podem desempenhar um papel ainda mais positivo no fornecimento de estabilidade e liquidez nos mercados, e é disso que se necessita no momento”, afirmou em comunicado o diretor da OFHEO, James Lockhart.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, elogiou a medida e disse que o capital adicional “permitirá que as companhias ajudem mais proprietários de imóveis, fortalecendo os alicerces do mercado de hipotecas”.

A Fannie Mae e a Freddie Mac adquirem hipotecas dos bancos e de outras pessoas que fazem empréstimos privados e as combinam em pacotes de investimento, o que aumenta a liquidez do mercado hipotecário.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano), que injetou mais de US$ 400 bilhões nos mercados financeiros desde dezembro, atribuiu outros US$ 30 bilhões esta semana para apoiar a aquisição da instituição de investimentos Bear Stearns pelo banco JP Morgan.

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