O presidente do governamental Partido Social-Democrata Alemão (SPD), price Kurt Beck, somou-se aos líderes políticos alemães que pediram publicamente o boicote ao uso de telefones celulares da empresa finlandesa Nokia, depois que esta anunciou o fechamento de sua fábrica na cidade de Bochum.
“Celulares da Nokia não entrarão mais em minha casa”, afirma Beck ao dominical “Bild am Sonntag”.
O político expressa ainda sua “raiva e tristeza” pelo anúncio do fechamento da fábrica, apesar de ter “recebido 90 milhões de euros de subvenções”.
O ministro de Consumo, Agricultura e Pesca, Horst Seehofer, já havia anunciado que mudará seu aparelho de telefone celular em solidariedade aos trabalhadores da fábrica de Bochum (oeste da Alemanha), já que “não gosta da maneira como a Nokia está fazendo as coisas”.
Seehofer ressaltou sua intenção de utilizar a partir de agora um aparelho de telefonia celular de outro fabricante, e confirmou que seu Ministério estuda a possibilidade de ordenar a mudança de todos os aparelhos oficiais.
Seu colega de Finanças, o social-democrata Peer Steinbrück, qualificou de “capitalismo de caravana” a decisão do consórcio finlandês de desativar a fábrica e de deslocar sua produção à Romênia.
Com o fechamento da fábrica, duas mil pessoas perderão o emprego, e outros mil postos de trabalho estarão em risco em companhias abastecedoras.
A Nokia vai passar a produção a outras fábricas na Europa que são mais competitivas, porque têm custos de produção mais baratos, como na Romênia ou Hungria, enquanto levará a sua fábrica de Salo (Finlândia) a fabricação dos aparelhos mais avançados.