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Economia

Gilmar afirma que STF pode barrar gastos aprovados pelo Congresso

Ministro defendeu que medidas que criem despesas ou renúncias de receita precisam vir acompanhadas de estimativa de impacto orçamentário.

Redação Jornal de Brasília

10/06/2026 21h41

Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (10) que a aprovação de gastos pelo Congresso Nacional pode ser considerada inconstitucional pela Corte.

Em postagem nas redes sociais, o decano do Supremo defendeu a responsabilidade fiscal e disse que a jurisprudência da Corte exige que despesas ou renúncias de receitas levem em conta o impacto econômico das medidas. Segundo ele, toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deve vir acompanhada da estimativa do impacto orçamentário e financeiro.

Mendes afirmou ainda que o Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro antes da aprovação de novos gastos. Na avaliação do ministro, a ausência de estudos prévios de impacto financeiro pode levar à anulação das medidas legislativas.

Mais cedo, o Senado aprovou um projeto que autoriza a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e geopolíticos, como a guerra no Irã. A medida pode ter grande impacto nas contas do governo federal. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o impacto da aprovação pode chegar a R$ 140 bilhões.

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