Em coluna publicada pelo jornal “Financial Times”, Soros afirma que as medidas protecionistas adotadas pelas principais economias do mundo fizeram com que o capital tenha fugido dos países “periféricos”, que não podem oferecer este tipo de garantias estatais ao setor privado.
Esta situação deixou estes países com moedas desvalorizadas, taxas de inadimplência elevadas, ao mesmo tempo em que dificulta o acesso ao crédito e provoca o aumento da taxa de juros.
Além disso, o FMI enfrenta agora o desafio de ajudar as economias emergentes frente a uma crise mundial criada a partir do “mundo desenvolvido”.
Para o investidor, a solução estaria em duplicar os recursos que a instituição multilateral destina a estes países, além da ampliação dos Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês).
Este instrumento data dos anos 60, quando as necessidades mundiais de liquidez tornaram necessária a criação desse equivalente de dinheiro que os países podem utilizar como divisa de reserva e para pagamentos internacionais.
Apesar de considerar que esta medida já devia ter sido colocado em prática para evitar o colapso global, Soros acha que, se o G20 der esse passo em sua próxima reunião e anuncia medidas neste sentido, será suficiente para dar um respiro aos mercados emergentes. EFE