Gates disse ao Senado dos EUA que a estratégia americana para o Afeganistão mudou e, “sem um êxito no lado paquistanês da fronteira, os esforços no lado afegão serão consideravelmente mais duros”.
O secretário compareceu ao Senado junto com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o almirante Michael Mullen, com o objetivo de defender o orçamento para o Departamento de Defesa americano apresentado pelo Governo para o ano fiscal de 2010.
Gates disse que a ameaça talibã está cada vez mais próxima e lembrou que os insurgentes já chegaram a Buner, a 90 quilômetros de Islamabad, a capital do Paquistão.
Este fundo está destinado a conceder treinamento e recursos às autoridades fronteiriças paquistanesas e a proporcionar as capacidades necessárias às Forças Armadas do país para que conduzam operações contra os talibãs.
Além da luta contra a insurgência nos dois lados da fronteira, Gates ressaltou que o sucesso no Afeganistão também deve prever a modificação da agricultura local para erradicar os cultivos de papoula, planta utilizada como matéria-prima para o ópio, cujo tráfico financia atos terroristas e outros crimes.
O secretário reconheceu a preocupação do presidente afegão, Hamid Karzai, com os ataques aéreos que mataram civis, mas disse que não é possível dispensar o uso da força aérea.
Segundo ele, renunciar a essa capacidade seria como lutar “com uma mão amarrada nas costas”.
Em fevereiro, o Governo americano apresentou sua proposta de orçamento para 2010 que incluía uma despesa de US$ 205 bilhões para as guerras do Iraque e Afeganistão, dentro dos US$ 533,7 bilhões orçados para o Departamento de Defesa. EFE