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Economia

Gasolina cai em maio com etanol mais barato e subvenção

Segundo o IBGE, o combustível recuou 1,46% e foi o principal alívio no IPCA do mês. O etanol também ajudou a pressionar os preços para baixo

Redação Jornal de Brasília

12/06/2026 15h39

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A concorrência com o etanol e a política de subvenção do governo contribuíram para reduzir o preço da gasolina nos postos em maio. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o combustível recuou 1,46% no mês e foi o item que mais ajudou a aliviar a inflação oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio ficou em 0,58%. O comportamento da gasolina representou impacto de -0,08 ponto percentual no indicador.

A queda ocorreu depois de dois meses de alta, influenciados pelo conflito no Oriente Médio, que afetou a cadeia internacional do petróleo e encareceu derivados como gasolina e óleo diesel. Em março, o preço da gasolina havia subido 4,59%; em abril, 1,86%; e, em maio, recuou.

O analista do IBGE Fernando Gonçalves afirmou que o etanol ficou 6,2% mais barato em maio e foi o segundo produto que mais puxou o IPCA para baixo. Segundo ele, a redução ocorreu por conta de uma disponibilidade maior do combustível. Com mais etanol no mercado, explicou, a gasolina também acaba cedendo por concorrência.

A subvenção adotada pelo governo também ajudou a conter a alta da gasolina. A medida funciona como uma espécie de reembolso a produtores e importadores, com repasse do desconto aos consumidores finais. Atualmente, a subvenção é de R$ 0,44 por litro.

O governo aplica o mecanismo para evitar que a escalada no custo dos derivados de petróleo provoque choque de preços no país. Na prática, a medida reduz parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como PIS, Cofins e Cide.

A política também contribuiu para amenizar o impacto de um reajuste recente anunciado pela Petrobras. A estatal elevou o preço em R$ 0,48, mas apenas R$ 0,04 foi repassado ao consumidor.

O mesmo mecanismo foi aplicado ao óleo diesel, que caiu 2,34% em maio e ficou como o quarto item que mais ajudou a segurar a inflação. Em março, o combustível havia subido 13,9%; em abril, 4,46%.

No caso do diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro pago aos importadores e R$ 1,12 aos produtores em maio.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, transportes foi o único a apresentar deflação em maio, com queda de 0,46%. Ainda assim, o frete continuou pressionando os alimentos, que subiram 1,33% no mês e tiveram o maior impacto de alta no IPCA, de 0,29 ponto percentual. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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