Esta iniciativa, proposta pela Presidência italiana do G7, estabelece como prioridade a luta contra o protecionismo econômico, uma dos perigos que pairou durante a cúpula, iniciada ontem com um jantar de trabalho.
Segundo o documento preliminar, o G7 continua empenhado em “evitar as medidas protecionistas que só teriam o efeito de exacerbar a recessão” e a levantar “novas barreiras”.
Além disso, os países mais industrializados se comprometem a trabalhar para uma “conclusão rápida e ambiciosa das negociações da Rodada de Doha”, que têm como objetivo liberalizar o comércio internacional.
A minuta estabelece um prazo de quatro meses para que os países-membros redijam uma reunião de princípios comuns que sirvam para desenvolver um novo sistema legal para regular os mercados financeiros, que estão na origem da atual crise.
A minuta de comunicado final indica que o G7, que inclui EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Canadá, continuará sua adoção de medidas coletivas e usará toda a gama de instrumentos para “sustentar o crescimento e o emprego, e reforçar o setor financeiro”.
A ministra de Finanças francesa, Christine Lagarde, afirmou que os países reunidos em Roma estão de acordo em dizer “não” ao protecionismo como instrumento de política.
Sobre o plano de ajudas de 6,5 bilhões de euros ao setor automotivo francês por parte do Governo de seu país, Lagarde disse que estas medidas não são protecionistas.