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Economia

FUP comemora indicação da Petrobras de não distribuição de dividendos extraordinários

Empresa anunciou ainda, que vai voltar ao setor de distribuição, o que causou preocupação no mercado pelo possível uso da empresa para controlar preços

Redação Jornal de Brasília

08/08/2025 16h37

Foto: André Motta de Souza / Agência Petrobras

Foto: André Motta de Souza / Agência Petrobras

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) comemorou as indicações dadas pelo diretor Financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, de que este ano não deverá haver distribuição de dividendos extraordinários. Segundo a entidade, a companhia já remunerou seus acionistas no valor total de R$ 20,3 bilhões nos primeiros seis meses do ano, equivalente a 32,8% de todo o lucro registrado pela companhia no período.

“Os valores destinados a dividendos são ainda muito elevados. Porém, a FUP considera um avanço não ter dividendos extraordinários neste trimestre. Houve uma redução no ritmo de expropriação da riqueza da maior empresa do País. Estamos alertas para que esta seja uma tendência na política da companhia”, ressaltou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar

Em videoconferência com analistas na manhã desta sexta-feira, 8, Melgarejo afirmou que com a queda do preço do petróleo este ano a estatal tem menos chances de pagar dividendos extraordinários.

Além disso, os dividendos anunciados no segundo trimestre ficaram abaixo do esperado, ao mesmo tempo em que o Capex da companhia cresceu.

A empresa anunciou ainda, que vai voltar ao setor de distribuição, o que causou preocupação no mercado pelo possível uso da empresa para controlar preços.

A expectativa do mercado era de que a distribuição de proventos fosse mais robusta, principalmente levando em conta a necessidade fiscal do seu acionista majoritário, a União. Com a frustração do pagamento, as ações preferenciais da companhia chegaram a cair 4,86% por volta das 15h30, e as ordinárias a despencar 6,6%.

A FUP considerou positivo os resultados da empresa no segundo trimestre e destacou que apesar de queda expressiva nos preços internacionais do petróleo no período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 26,6 bilhões de abril a junho, e acumulou lucratividade de R$ 61,8 bilhões no primeiro semestre de 2025, cerca de 163% superior ao mesmo período do ano anterior.

“Importante também foi o incremento de 32,6% nos investimentos totais no segundo trimestre, direcionados sobretudo às atividades de exploração e produção de petróleo e gás, reforçando a meta da empresa de avançar na reposição de reservas”, disse a entidade.

Estadão Conteúdo

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