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Economia

Funcionários da GM americana entrem em greve

Arquivo Geral

24/09/2007 0h00

Mais de 50 centros de trabalho da General Motors nos Estados Unidos iniciaram uma greve pouco depois das 12h (de Brasília), seek diante do fracasso das negociações entre o sindicato United Auto Workers (UAW) e a GM para a assinatura de um convênio coletivo.

O sindicato UAW, que representa cerca de 73 mil funcionários da GM nos EUA, tinha anunciado no começo da manhã desta segunda-feira que ordenaria o início da greve se não houvesse um compromisso com a empresa antes das 12h (de Brasília).

A greve é a primeira sofrida pela General Motors desde 1998 e se for prolongada pode ter graves conseqüências para o fabricante automobilístico, que está no meio de uma profunda reestruturação, após perder US$ 15 bilhões nos dois últimos anos.

A UAW ainda não emitiu um comunicado oficial declarando a greve, mas televisões locais estão divulgando imagens de piquetes nas entradas de diversos centros de trabalho com cartazes nos quais se indica que os funcionários da GM estão parados.

O jornal “The Detroit News” informou em sua página virtual que às 11h (12h de Brasília) dirigentes sindicais começaram a passar a ordem de interromper o trabalho e sair às ruas.

As negociações para a assinatura de um novo convênio coletivo (o anterior expirou há 10 dias) parecem estar bloqueadas no financiamento das prestações sanitárias recebidas pelos trabalhadores da GM.

O presidente da UAW, Ron Gettelfinger, disse esta manhã em comunicado no qual se anunciava a iminente greve que estão “assombrados e desiludidos que a General Motors não tenha reconhecido e apreciado” o que os trabalhadores forneceram durante os últimos anos.

“Desde 2003 nossos filiados realizaram esforços extraordinários cada vez que a companhia teve problemas”, apontou.

“Esta é nossa recompensa, o absoluto fracasso da GM para responder às razoáveis necessidades e preocupações de nossos filiados”, acrescentou Gettelfinger, que lembrou que em 2007 os executivos seguiram aumentando seus salários enquanto exigiam aos filiados que aceitassem uma redução de suas condições de vida.

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