O faturamento industrial registrou crescimento de 6,06% no acumulado do ano de janeiro até abril de 2011. Entretanto, na comparação mês a mês, houve queda de 10,44% em abril ante março. Essa foi a segunda variação negativa do indicador, o que afetou o comportamento das demais bases comparativas.
Frente a abril de 2010, houve decréscimo de 8,76%. Segundo a assessoria técnica da Fibra, essa queda já pode ser reflexo das medidas implantadas pelo governo federal para desaquecer o consumo, como a elevação da taxa de juros, por exemplo. “Somos uma indústria concentrada em bens de consumo imediato e as medidas acabam tendo efeito instantâneo”, pondera o presidente da Fibra, Antônio Rocha.
“Entendemos que o aquecimento do consumo também traz efeitos colaterais indesejáveis que obrigam o governo a acionar o freio para fazer a arrumação. Mesmo que, para isso, seja necessário o aumento dos juros. Mas temos a expectativa de que o crescimento econômico adquirido não será comprometido”, conclui.
Na mesma base anual, o emprego industrial registrou queda de 0,46% ante mesmo período do ano passado. O recuo ante março foi de 0,77% em abril. Com isso, a variável manteve trajetória de queda, iniciada em outubro de 2010. Na comparação com abril de 2010, o indicador variou negativamente 1,57%. Já o nível médio de utilização da capacidade instalada da indústria brasiliense alcançou, em média, 67,48%, em abril.
O resultado foi 3,48 pontos percentuais abaixo do observado em março. Na comparação com igual mês do ano anterior, o uso da capacidade industrial reduziu 2,27 pontos percentuais. No acumulado de janeiro-abril, a utilização da capacidade instalada acumulada alcançou, em média, 68,39%.