O secretário de Estado para Assuntos Europeus francês, medications Jean-Pierre Jouyet, reclamou hoje da falta de “vontade de cooperação suficiente” por parte dos Estados Unidos para corrigir os “desequilíbrios” nas taxas de câmbio entre as grandes divisas.
Jouyet considerou, em um encontro com jornalistas econômicos, que a reunião de ministros de Finanças do Grupo dos Sete (G7, os países mais desenvolvidos) em Tóquio, no fim de semana passado, “mostrou que não havia vontade cooperativa para corrigir os desequilíbrios que existiam”.
O secretário de Estado disse que, na Europa, “todo mundo está de acordo” em que “a força do euro é prejudicial” para alguns setores industriais, mas “não é possível atuar se não houver vontade cooperativa suficiente dos Estados Unidos”, já que, “para que os mercados sigam, é preciso uma mensagem por parte das potências monetárias”.
Jouyet considerou que o Banco Central Europeu (BCE) “ficou razoável”, ao dar a entender que “vai reduzir seus juros”, o que seria “bom”.
O secretário de Estado admitiu que não é possível que a França assuma a Presidência da União Européia (UE) no segundo semestre deste ano sem ter dado provas sobre “sua vontade de reduzir o déficit” público, como pedem os outros membros do Eurogrupo.
No entanto, disse que “não se deve ser fetichista” sobre as datas nas quais é preciso conseguir o “déficit zero”, já que os prazos foram decididos “no momento em que o crescimento previsto era de 2,5%”, e agora o Executivo francês espera 2% para este ano.
“Faremos tudo o possível para reduzir” o déficit, a fim de alcançar o equilíbrio orçamentário, “se for possível, em 2010”, disse Jouyet, acrescentando que acredita “moderadamente” nessa hipótese.