Embora não tenha divulgado dados detalhados por departamentos, Fillon disse que não serão cobertos um de cada dois postos de funcionários que se aposentem, exceto na educação, pesquisa e justiça.
Fillon fez o anúncio em entrevista coletiva ao final de uma reunião ministerial para apresentar o orçamento de 2008. A educação universitária e a pesquisa receberão uma contribuição suplementar no orçamento de 2008.
O orçamento do Ministério da Justiça também será aumentado. A pasta vai receber 4,5% a mais. Além disso, está prevista a criação de 1.600 postos, em particular para equipar as nove novas prisões que vão ser abertas no ano que vem.
A supressão de postos de funcionários é a peça-chave do orçamento de 2008 para reduzir a dívida. No entanto, o primeiro-ministro reiterou que a metade da poupança feita pelo Estado com a supressão dos postos será dedicada à revalorização dos salários dos funcionários restantes, abrindo-se um processo de negociação com os sindicatos.
Para Fillon, o restabelecimento das finanças públicas é “a chave da ruptura econômica”, o que passa pela “redução do déficit”, que será “uma das prioridades, tanto por causa do compromisso europeu, como também por que o interesse nacional exige essa atitude”.
Fillon disse que os gastos públicos não aumentarão em 2008, por isso que será feito um ajuste dos orçamentos ministeriais para enfrentar o crescimento dos custos das pensões e da dívida pública.