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Economia

França critica Brasil por falta de reciprocidade na negociação comercial

Arquivo Geral

05/07/2007 0h00

O secretário de Estado de Assuntos Europeus da França, viagra buy Jean-Pierre Jouyet, recipe criticou o Brasil por falta de reciprocidade nas negociações sobre a liberalização do comércio mundial em relação às concessões feitas pela União Européia na agricultura.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal “La Tribune”, healing Jouyet afirma que nas conversas dos quatro grandes blocos das negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) – União Européia, Estados Unidos, China e Brasil -, os brasileiros “não fizeram os esforços suficientes”, sobretudo em relação à entrada em seu mercado de produtos industriais.

Joyuet considerou que no estado atual das negociações da OMC há “um desequilíbrio”, parte entre as concessões da UE e as dos Estados Unidos, e parte “entre o pacote agrícola e o industrial, sem falar do de serviços, que foi adiado”.

O secretário ressaltou que a França não se sentirá culpada “por causa de novas grandes potências emergentes cuja força econômica no âmbito econômico é pelo menos igual” que a dos países desenvolvidos, no caso de China, Índia e Brasil. Por isso, disse que Paris não quer “mais ingenuidade comercial na Europa ou na França”.

Joyuet disse que, para que a luta contra a mudança climática seja eficaz, tem que haver “uma igualdade de direitos e deveres” entre países emergentes e desenvolvidos no plano comercial e econômico.

O Protocolo de Kyoto, que só estabelece obrigações de redução de emissões para os países ricos, “sofreu muito devido aos desequilíbrios existentes entre Estados Unidos e China”.

Perguntado sobre se a OMC aceitaria a idéia do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de permitir a imposição de tarifas para as importações de países que não respeitem o Protocolo de Kyoto, Joyuet lembrou que o diretor-geral da organização, Pascal Lamy, “admite que há certas margens”.

O secretário ressaltou que Lamy já defendia esta posição quando era comissário europeu de Comércio, antes de chegar à OMC.

Sarkozy recebeu esta manhã o diretor-geral da OMC, que deverá lidar com uma posição menos conciliadora do novo presidente francês sobre as negociações comerciais.

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