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Economia

Formação Bruta de Capital Fixo tem a alta mais forte desde o 1º trimestre de 2021, diz IBGE

O resultado é o mais acentuado desde o primeiro trimestre de 2021, quando a alta foi de 6,3%.

Redação Jornal de Brasília

29/05/2026 12h01

Roberto Figueiredo Guimarães Diretor da ABDIB e ex-Secretário do Tesouro Nacional

Foto: Agência Brasília

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 3,5% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou nesta sexta-feira, 29, os resultados das Contas Nacionais Trimestrais.

O resultado é o mais acentuado desde o primeiro trimestre de 2021, quando a alta foi de 6,3%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a FBCF mostrou queda de 1,4%. 

Segundo o IBGE, a queda na produção de bens de capital entre o 1º trimestre de 2025 e o 1º trimestre de 2026 foi a responsável pela redução do investimento (FBCF) nesse período. 

Necessidade de financiamento

O Brasil alcançou uma necessidade de financiamento de R$ 106 bilhões no primeiro trimestre de 2026, ante um resultado de R$ 128,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, segundo os dados divulgados pelo IBGE.

O saldo externo de bens e serviços passou de um déficit R$ 37,5 bilhões no primeiro trimestre de 2025 para um déficit de R$ 11 bilhões no primeiro trimestre de 2026. 

Já a renda líquida de propriedade enviada ao resto do mundo saiu de R$ 98,9 bilhões para R$ 101,7 bilhões.

Poupança e investimentos

A taxa de poupança ficou em 15,5% o Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2026, segundo o IBGE. 

Já a taxa de investimento ficou em 16,5% no primeiro trimestre de 2026, conforme o IBGE.

Atividades financeiras

De acordo com o IBGE, as atividades financeiras caíram 0,6% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, já as atividades imobiliárias subiram 1,2%. 

As indústrias extrativas avançaram 3,6% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, e o segmento de informação e comunicação subiu 2,4%.

As outras atividades de serviços tiveram expansão de 0,8% e transporte e armazenagem encolheram 0,7%.

A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos caiu 0,3%no período, enquanto o comércio avançou 0,6%. A indústria de transformação subiu 0,1%, e a construção cresceu 2,9%. A administração pública e seguridade social aumentou 0,4%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, as atividades financeiras cresceram 2,8% no primeiro trimestre de 2026. Já as atividades imobiliárias avançaram 2,9%. 

As indústrias extrativas tiveram expansão de 13,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre de 2025, e o setor de informação e comunicação cresceu 7,6%. 

A produção de eletricidade e água caiu 1,7% e o comércio subiu 1%, e a indústria de transformação caiu 0,9% na comparação do primeiro trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre de 2025.

A construção aumentou 1,3%, e transporte e armazenagem avançaram 0,7%. 

As outras atividades de serviços expandiram 2,4%, e administração pública e seguridade social subiram 1,1%. A agropecuária avançou 0,7%.

Estadão Conteúdo.

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