O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje que vê indícios de recuperação econômica no Brasil, cialis 40mg em parte pelas medidas do Governo, mas mesmo assim previu que a economia brasileira deve se contrair em 2009 por causa da crise mundial.
Charles Collyns, o número dois do departamento de análise da entidade, apontou em entrevista coletiva que o Brasil sofreu um duro golpe no final do ano passado com a redução dos preços das matérias-primas, os problemas financeiros internacionais e a queda do comércio.
“Vemos alguns sinais de melhoria no primeiro trimestre, em parte devido ao fato de que as autoridades brasileiras estão usando a política macroeconômica” para responder à crise, com uma expansão fiscal e cortes “bastante enérgicos” nas taxas de juros, afirmou Collyns.
No entanto, o especialista alertou que as dificuldades em nível mundial também afetarão o Brasil.
“Não é que pensemos que o Brasil seja particularmente frágil, mas o país é um membro importante da economia mundial. Revisamos para baixo as previsões para o Brasil em linha com nossas previsões para a economia mundial”, disse.
O FMI prevê que a economia brasileira sofrerá contração de 1,3% – após um crescimento de 5,1% em 2008 -, mas que se recuperará em 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,2%.
Em nível mundial, a entidade prevê contração de 1,3% neste ano e crescimento de 1,9% em 2010.
O Fundo divulgou hoje suas previsões de crescimento no relatório “Previsões Econômicas Mundiais”, no qual afirma que o Brasil é um dos países sul-americanos mais afetados pela queda nos preços das matérias-primas que exporta.
O documento ressalta que o real sofreu uma forte depreciação, mas que o custo de financiamento se manteve relativamente baixo, ao contrário do que ocorreu na vizinha Argentina.
Segundo o FMI, o Banco Central brasileiro tem margem de manobra para cortar ainda mais as taxas de juros.
O organismo prevê uma inflação de 4,8% em 2009 (contra 5,7% em 2008) e de 4% em 2010.
A conta corrente brasileira terá um déficit de 1,8% tanto em 2009 como em 2010.