O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisará para baixo suas previsões de crescimento econômico para os Estados Unidos por causa da crise financeira, approved segundo afirma seu diretor-executivo, visit this site Dominique Strauss-Kahn, buy em entrevista divulgada esta noite pela versão online do jornal “Le Figaro”.
Strauss-Kahn, que não acredita na tese “desvinculamento” entre a crise nos EUA e a situação em outros países e afirma que “ninguém está imunizado”, adianta que as novas previsões do FMI também irão “incorporar um retrocesso das perspectivas de crescimento dos países emergentes”.
“Em particular para a China e a Índia, cujos índices de crescimento se mantêm muito elevados, mas que, no entanto, serão afetados pela crise”, disse o responsável do FMI.
Na zona do euro, a situação não é tão tensa como nos EUA, mas “a transmissão da crise financeira ao setor real começa a ser sensível”, acrescentou.
Strauss-Kahn não revelou os novos números de crescimento que figurarão nas previsões que o FMI publicará nos próximos dias, mas sobre os EUA disse que “não são muito boas”.
“Por enquanto, o consumo agüenta mais ou menos, mas se a crise atingir o crédito ao consumo, as conseqüências sobre a atividade serão consideráveis”, advertiu.
Em janeiro passado, o FMI previa para os EUA um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, de 1,5%. Segundo o jornal, ficará agora em 0,5%.
Strauss-Kahn, observou, no entanto, que “o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Banco Central Europeu (BCE) fazem bem seu trabalho para responder à crise de liquidez, embora o façam de forma diferente, já que tradicionalmente o primeiro se preocupa mais pelo arrefecimento da atividade, e o segundo pela inflação”.
O responsável pelo FMI, parabenizou a reforma de repartição de voto no FMI, recém aprovada pelo Conselho Executivo, mas disse que também é preciso mudar “as práticas”.
“Por isso, países da América Latina tentados a se afastar do Fundo desde a crise argentina, estão voltando para nós. E países da Ásia também percebem que estão ganhando voz novamente no funcionamento da organização”, destacou Strauss-Kahn.
Perguntado por um exemplo da mudança de práticas, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a ele que o Brasil estava disposto a ajudar a Nicarágua a se equipar de centrais elétricas, mas para isso o FMI teria que aceitar um aumento na dívida do país da América Central.
“Portanto, trabalhamos na iniciada de um procedimento que permita que ajudas exteriores ao Fundo, procedentes diretamente de um país, sejam levadas em conta pelo programa do FMI”, explicou Strauss-Kahn.