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Economia

FMI prevê que Brasil subirá para oitava maior economia do mundo em 2027

Além do Brasil, outra mudança no top 10 para o próximo ano é a ascensão da Índia para quarta maior economia mundial

Redação Jornal de Brasília

15/10/2026 18h29

fmi

Foto: Mandel Ngan/ AFP/ Getty Images

FOLHAPRESS

O Brasil deve subir para a oitava maior economia do mundo em 2027, segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) apresentadas nesta quinta-feira (15).

O fundo projeta que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro irá para US$ 2,8 trilhões (R$ 14,08 trilhões) no próximo ano. Com isso, o Brasil ultrapassaria Itália (US$ 2,77 trilhões) e Rússia (US$ 2,68 trilhões).

Em 2026, a estimativa do FMI é que o Brasil cresça a US$ 2,65 trilhões, ficando na décima colocação. O fundo prevê que a economia brasileira permanecerá em oitavo lugar em 2028 (US$ 2,9 trilhões), 2029 (US$ 3,06 trilhões), 2030 (US$ 3,22 trilhões) e 2031 (US$ 3,4 trilhões).

Além do Brasil, outra mudança no top 10 para o próximo ano é a ascensão da Índia para quarta maior economia mundial, com um PIB que alcançará US$ 4,52 trilhões (R$ 22,8 trilhões), e do Reino Unido para quinto lugar, com US$ 4,49 trilhões.

Em compensação, o Japão cairá para a sexta posição, com US$ 4,47 trilhões.

VEJA A PROJEÇÃO DOS DEZ MAIORES PIBs DO MUNDO, SEGUNDO O FMI

2026 – 2027 – 2028 – 2029 – 2030 – 2031

1° – EUA (US$ 32,64 tri) – EUA (US$ 34,44 tri) – EUA (US$ 35,88 tri) – EUA (US$ 37,25 tri) – EUA (US$ 38,60 tri) – EUA (US$ 39,96 tri)
2° – China (US$ 21,55 tri) – China (US$ 22,94 tri) – China (US$ 24,23 tri) – China (US$ 25,66 tri) – China (US$ 27,08 tri) – China (US$ 28,55 tri)
3° – Alemanha (US$ 5,47 tri) – Alemanha (US$ 5,66 tri) – Alemanha (US$ 5,82 tri) – Alemanha (US$ 5,99 tri) – Alemanha (US$ 6,15 tri) – Índia (US$ 6,74 tri)
4° – Japão (US$ 4,34 tri) – Índia (US$ 4,52 tri) – Índia (US$ 5 tri) – Índia (US$ 5,54 tri) – Índia (US$ 6,13 tri) – Alemanha (US$ 6,30 tri)
5° – Reino Unido (US$ 4,27 tri) – Reino Unido (US$ 4,49 tri) – Reino Unido (US$ 4,70 tri) – Reino Unido (US$ 4,93 tri) – Reino Unido (US$ 5,18 tri) – Reino Unido (US$ 5,44 tri)
6° – Índia (US$ 4,06 tri) – Japão (US$ 4,47 tri) – Japão (US$ 4,65 tri) – Japão (US$ 4,77 tri) – Japão (US$ 4,88 tri) – Japão (US$ 5 tri)
7° – França (US$ 3,55 tri) – França (US$ 3,65 tri) – França (US$ 3,75 tri) – França (US$ 3,86 tri) – França (US$ 3,97 tri) – França (US$ 4,07 tri)
8° – Rússia (US$ 2,86 tri) – Brasil (US$ 2,80 tri) – Brasil (US$ 2,90 tri) – Brasil (US$ 3,06 tri) – Brasil (US$ 3,22 tri) – Brasil (US$ 3,40 tri)
9° – Itália (US$ 2,70 tri) – Itália (US$ 2,77 tri) – Itália (US$ 2,83 tri) – Itália (US$ 2,89 tri) – Canadá (US$ 3 tri) – Canadá (US$ 3,13 tri)
10° – Brasil (US$ 2,65 tri) – Rússia (US$ 2,68 tri) – Canadá (US$ 2,75 tri) – Canadá (US$ 2,87 tri) – Itália (US$ 2,96 tri) – Coreia do Sul (US$ 3,07 tri)

Fonte: FMI

A Índia registrou um crescimento robusto nos últimos anos, apesar das turbulências comerciais e geopolíticas globais. O FMI elevou nesta semana sua previsão de crescimento para o país em 2026, que deve alcançar 7%.

O Japão, por sua vez, enfrenta os efeitos de uma população cada vez mais idosa, além de outros fatores que contribuem para a estagnação de sua economia. Este ano o PIB do arquipélago deve crescer apenas 0,7%.

A maior economia do planeta permanecerá sendo os Estados Unidos, com US$ 34,44 trilhões em 2027, seguidos pela China (US$ 22,94 trilhões) e pela Alemanha (US$ 5,66 trilhões).

Ao divulgar as perspectivas para a Ásia-Pacífico nesta quinta-feira, o diretor regional do FMI, Krishna Srinivasan, ressaltou que a Índia entrou com uma posição de força na atual crise energética provocada pela ofensiva israelense-americana contra o Irã.

“A Índia chegou até aqui com uma base muito sólida”, destacou. “O crescimento tem sido forte, a prudência fiscal foi protegida e o país tinha muitas reservas. Neste sentido, responderam bem ao choque”, declarou.

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