O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a volatilidade nas bolsas de valores será mantida devido aos problemas no mercado imobiliário americano, viagra buy que na terça-feira causaram quedas em alguns pregões.
“O processo de ajuste não terminou, try por isso seria normal esperar volatilidade nesses mercados”, afirmou em entrevista coletiva Jaime Caruana, diretor do departamento de assuntos monetários e mercados de capitais do FMI.
Caruana divulgou hoje em entrevista coletiva uma atualização do relatório semestral sobre o sistema financeiro internacional, constatando um aumento da vulnerabilidade da bolsa desde abril.
A causa é o relaxamento dos padrões na hora de conceder créditos nos Estados Unidos, que esteve oculto nos anos do “boom” imobiliário, mas veio à tona agora que os preços ficaram estagnados.
Segundo o Fundo, “a inadimplência, as falências e a execução de hipotecas continuam altas”. Isto vale especialmente para as hipotecas de risco estendidas em 2006, como são conhecidos aos empréstimos dados a pessoas sem solvência financeira.
O FMI previu que as dificuldades continuarão à medida que os créditos a juros variáveis se ajustem a taxas hipotecárias mais altas. Outra fonte de perigo são as operações de compra de empresas por fundos de capital de risco, financiados principalmente com a emissão de dívida.
Também neste caso houve uma “erosão da disciplina creditícia”, ou seja, foram concedidos créditos com garantias de amortização insuficientes. No entanto, os mercados abriram os olhos para estes problemas e agora exigem o pagamento de juros mais altos neste tipo de papel, o que causou “dificuldades” para os fundos de risco, disse o FMI.
O processo de adaptação não terminou, e por isso o Fundo prevê novas altas das gratificações com hipotecas, empréstimos e bônus de risco, assim como mais volatilidade nos mercados. Mesmo assim, o organismo acha que as dificuldades desses setores “provavelmente continuarão contidas” e não se estenderão para outras áreas da economia.
Nos mercados emergentes, o Fundo alertou um crescimento “excessivamente rápido” do crédito em moeda estrangeira. Alguns bancos e empresas recorreram aos mercados de capitais internacionais para financiamento.
Caruana disse na entrevista coletiva que a advertência do organismo se refere principalmente ao Leste Europeu e à Ásia Central (antigas áreas do bloco socialista), e não à América Latina.