A economia brasileira crescerá este ano 4, store 8%, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI), que, em outubro, fez uma projeção inferior, de 4%.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro aumentou 5,4% no ano passado e, para 2009, a previsão do organismo é que a maior economia da América Latina cresça 3,7%.
“Achamos que a economia brasileira seguirá com um bom desempenho com base em uma política macroeconômica disciplinada e em uma maior credibilidade”, disse à imprensa Charles Collyns, subdiretor do departamento de análise do FMI.
Por trás do crescimento da economia brasileira está, segundo os analistas do Fundo, o dinamismo registrado no mercado de trabalho, com o aumento da geração de empregos e a redução da taxa de juros real.
“É muito encorajador ver que o Brasil, como outras economias latino-americanas, foi muito mais resistente diante da desaceleração nos Estados Unidos e das tensões financeiras”, indicou Collyns.
No entanto, o arrefecimento da economia americana e do resto dos países industrializados afetará o Brasil, cujo crescimento também diminuirá nos próximos dois anos, comparado com o registrado em 2007.
O FMI advertiu, no entanto, que a alta dos custos da energia e dos alimentos encareceu os preços em toda a região, fazendo com que o Banco Central encerrasse seus cortes da taxa básica de juros.
De fato, o relatório prevê para o Brasil uma inflação este ano de 4,8%, frente aos 3,6% do ano passado.
Em 2009, o organismo indica que os preços aumentem ao ritmo mais moderado de 4,3%.
A análise do FMI calcula que, este ano, o déficit em conta corrente do Brasil será equivalente a 0,7 ponto percentual do PIB, comparado com um superávit de 0,3 ponto percentual de 2007.
Em 2009, as contas do Brasil, segundo a instituição financeira, terão um déficit equivalente a 0,9 ponto percentual de seu PIB.