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Economia

FMI pede planos de Governos para retirar dinheiro de intervenções

Arquivo Geral

15/09/2009 0h00

O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu hoje que os Governos preparem planos para recuperar suas intervenções no sistema financeiro, mas enfatizou que, para implementá-los, será preciso esperar que a confiança volte aos mercados.

O Conselho Executivo do FMI, que analisou o tema em uma sessão em 31 de agosto, pediu que os países-membros desenvolvam “o mais rápido possível uma estratégia macroeconômica clara a médio prazo” para sair dos mercados.

Durante a crise, muitos Governos e bancos centrais intervieram em seus sistemas financeiros com a compra de ações dos bancos, a extensão de garantias para os depósitos de contas correntes e contas monetárias, e a compra de letras de câmbio empresariais, entre outras medidas.

Os Estados Unidos e outros países já anunciaram que é hora de pensar em como sair dos mercados, e o tema será abordado na cúpula de chefes de Estado do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) na próxima semana, em Pittsburg.

Durante o encontro do G20, serão analisadas as recomendações do FMI, que, em todo caso, ressaltou que “ainda é cedo demais para retirar o apoio substancial proporcionado pelos Governos e pelos bancos centrais”, segundo um resumo divulgado hoje das conclusões às quais seu Conselho Executivo chegou na sessão de agosto.

Udaibir Das, um alto funcionário do Fundo, disse à imprensa que, antes de iniciar seus planos, os Governos devem garantir que os indicadores de mercado indicam um aumento da confiança e que foram resolvidas as falhas na supervisão financeira que deram lugar à crise.

Além disso, será necessária a coordenação entre Governos no tema das garantias aos depósitos, por exemplo, de modo que, se um país as retirar antes que outro, não ocorra uma fuga de capital, afirmou Adrienne Cheasty, assessora do departamento de Assuntos Fiscais do FMI.

Até agora, as intervenções nos mercados financeiros custaram pouco aos cofres públicos, segundo seus cálculos.

Enquanto o Fundo prevê que a dívida pública dos países avançados aumentará em 40% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 a 2014, apenas 4,5 pontos percentuais serão devido às ações no mercado financeiro.

O resto será por conta da deterioração da economia, das medidas de estímulo fiscal e das ajudas a certas empresas não financeiras, como as automotivas, nos Estados Unidos.

Cheasty disse que os Governos poderão sair dos mercados “com um custo relativamente baixo” se conseguirem a amortização de seus empréstimos e venderem os títulos que adquiriram a bom preço.

No entanto, segundo o FMI, os Executivos dos países ricos recuperaram apenas 55% do que gastou para sustentar o setor bancário em crises passadas, enquanto as nações emergentes obtiveram 15% de volta.

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