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Economia

FMI indica mais altas de juros na zona do euro

Arquivo Geral

31/07/2007 0h00

O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu hoje um aumento progressivo das pressões inflacionárias na zona do euro, medicine e advertiu que pode ser necessário que o Banco Central Europeu (BCE) aumente ainda mais as taxas de juros.

Isso significaria altas adicionais nas taxas hipotecárias, pilule no momento em que o Euribor – o indicador mais usado para calculá-las – se aproxima de seu recorde histórico.

Em sua revisão anual da economia da eurozona, o Conselho Executivo do FMI constatou a acumulação “gradual” da pressão de preços, uma tendência que – segundo a instituição – deve continuar, em vista do alto nível de uso da capacidade produtiva das fábricas e instalações da região.

Por isso, o órgão indicou que podem ser necessários “alguns ajustes adicionais da política monetária”.

A magnitude dessa mudança dependerá de quanto as empresas subam os preços e aumentem os salários, segundo o Conselho Executivo, que representa os 185 países-membros do organismo.

O BCE também deverá levar em conta a evolução do cenário externo e o aumento da base trabalhista e da produtividade, de acordo com o Conselho, que resumiu hoje, em comunicado, as conclusões da sessão sobre a zona do euro realizada na quarta-feira passada.

O Conselho do BCE deve manter as taxas de juros em 4% em sua reunião da próxima quinta-feira, segundo informações. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, foi ambíguo sobre quando ocorrerá um novo aumento.

A restrição do dinheiro em circulação levou o Euribor a 4,56%, o que aproxima o indicador de seu recorde de 5,24%, registrado em agosto de 2000.

Em seu relatório, o FMI faz uma avaliação positiva da economia européia, que crescerá em torno de 2,5% nos próximos dois anos, o que, segundo a entidade, se traduzirá em mais emprego.

Apesar da recente valorização do euro frente ao dólar, o organismo acredita que a taxa cambial está “equilibrada, em linhas gerais”.

No entanto, o Conselho alertou que os Governos não repitam os “erros” do passado, e não usem os bons tempos econômicos para gastar mais.

Considerando o envelhecimento da população européia, o FMI pediu mais economia pública, assim como reformas trabalhistas e a abertura a empresas estrangeiras dos setores nacionais de serviços e de vendas a varejo, como um mecanismo para aumentar a competitividade.

Além disso, o Conselho destacou a importância de promover a integração dos serviços financeiros e de “resistir às pressões protecionistas e de ter acesso a uma liberalização comercial adicional, em particular na agricultura”.

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