O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera um crescimento menor em 2008 na Europa por causa das turbulências financeiras, information pills da inflação e dos efeitos da crise nos Estados Unidos.
O diretor do Departamento Europeu do FMI, approved Michael Deppler, shop previu hoje em Frankfurt que o crescimento econômico dos países avançados da Europa será de 1,5% em 2008 e de 1,4% em 2009.
Ao mesmo tempo, segundo a entidade, a reativação da economia da Europa emergente também será moderada em até 5,5% em 2008 e 5,2% em 2009.
Em entrevista coletiva na sede do Banco Central Europeu (BCE), Deppler disse que, com estes números, o FMI faz previsões mais pessimistas que as realizadas há seis meses.
O FMI prevê um crescimento econômico de 1,8% para a União Européia (UE) e de 1,4% para a zona do euro em 2008.
Além disso, a instituição espera que a reativação da economia da UE seja de 1,7% e a dos países que compartilham o euro de 1,2% em 2009.
No ano passado, a UE cresceu 3,1% e a zona do euro 2,6%.
Deppler afirmou que a Europa não está imune, mas que está “até agora bastante forte diante da queda dos EUA e das turbulências financeiras globais”.
O FMI disse que os bancos centrais reagiram adequadamente às turbulências ao proporcionar liquidez aos mercados de dinheiro, apesar de ter afirmado que as entidades monetárias podem ver os sintomas, porém não proporcionar as soluções.
Segundo o Fundo, apesar da forma agressiva de ação dos bancos centrais líderes em injeções de dinheiro, a situação dos mercados cambiais é tensa pela falta de liquidez.
O Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica) anunciou hoje que trocará temporariamente o bônus do tesouro por hipotecas bancárias de 50 bilhões de libras (62,5 bilhões de euros), para injetar liquidez.
Para o FMI, os bancos centrais deverão conseguir o equilíbrio adequado entre apoiar a economia real e prevenir efeitos de segundo turno gerados pelo aumento da inflação.
“O recente aumento agudo da inflação, que já enfraqueceu a confiança do consumidor e o crescimento das despesas na Europa, é uma fonte de enfraquecimento”, declarou Deppler.
A taxa de inflação na zona do euro subiu em março 3,6%, o máximo desde a criação da União Econômica e Monetária (UEM).
O FMI prevê que a inflação cairá em 2009 e se situará abaixo de 2%, uma vez que as previsões econômicas negativas aumentam.
Por isto, segundo o FMI, o BCE tem margem de manobra para relaxar o curso de sua política monetária, ou seja, reduzir as taxas de juros.
Para solucionar a atual crise financeira, o FMI pediu aos bancos privados que sejam mais transparentes e aos responsáveis políticos das economias desenvolvidas que “restaurem a confiança no sistema financeiro e minimizem o impacto da crise financeira na economia real”.
O FMI calcula que “até que se estabilize o mercado de imóveis nos EUA, cairá mais o valor dos créditos hipotecários de segunda classe”.