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Economia

FMI elogia resiliência da economia brasileira e vê PIB de 2,5%

O fundo destaca proteção do país diante de choques externos e defende cautela na política monetária, além de continuidade do esforço fiscal.

Redação Jornal de Brasília

01/06/2026 14h47

Fundo Monetário Internacional. Foto: Yuri Gripas / Reuters

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta segunda-feira (1º) uma nota em que elogia a “notável resiliência” da economia brasileira diante de múltiplos choques em meio a pressões internas e externas. Segundo a entidade, o Brasil está “relativamente protegido dos aumentos globais de preços do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio”, por ser exportador de petróleo e ter alta participação de fontes renováveis na geração de eletricidade.

As manifestações foram publicadas após o encerramento, na sexta-feira (29), da missão anual do FMI ao Brasil. De acordo com o chefe da missão, Daniel Leigh, os indicadores “apontam para uma recuperação econômica no início de 2026”, com fortalecimento gradual do crescimento para cerca de 2,5% no médio prazo.

Apesar da avaliação positiva, o FMI alertou para riscos no cenário internacional, citando a deterioração das tensões geopolíticas e o aperto das condições financeiras. A instituição também afirmou que os sólidos marcos políticos do Brasil, o sistema financeiro robusto, as reservas adequadas e o regime cambial flexível continuam a sustentar a resiliência do país.

Na avaliação do fundo, o Banco Central reduziu de forma adequada as taxas de juros nos meses de março e abril, em linha com o regime de metas inflacionárias. Ainda assim, o FMI defendeu cautela nas próximas decisões de política monetária diante da elevada incerteza e das novas pressões inflacionárias associadas aos altos preços globais da energia.

O relatório também recomendou a continuidade e ampliação do esforço fiscal para garantir a sustentabilidade da dívida e abrir espaço para investimentos prioritários. O FMI afirmou que preservar as receitas extraordinárias provenientes do petróleo pode fortalecer a sustentabilidade da dívida pública, reduzir os custos de empréstimo e criar espaço para investimentos.

A instituição ainda avaliou que reformas estruturais e a agenda ambiental podem impulsionar um crescimento mais forte e inclusivo no médio prazo. O reconhecimento foi comentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a principal meta do governo é alcançar crescimento anual sustentável de pelo menos 4%, com aumento significativo da produtividade.

Segundo Durigan, o diálogo com o FMI contribui para apoiar os esforços na gestão macroeconômica, voltados ao equilíbrio da dívida e ao controle da inflação, com fortalecimento de programas sociais e da proteção ambiental. Ele reforçou o compromisso fiscal mesmo diante dos choques externos, como forma de garantir a neutralidade fiscal das medidas para mitigar o impacto da crise.

*Com informações da Agência Brasil

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