O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou hoje sua previsão de crescimento mundial para este ano em quatro décimos, recipe para 4,1%, devido a um desempenho melhor do que o esperado nos Estados Unidos e na Europa, mas alertou do perigo de inflação.
“Os efeitos dos transtornos financeiros estão sendo sentidos (na economia), mas mais lentamente do que o antecipado”, disse, em entrevista coletiva, o economista-chefe do FMI, Simon Johnson.
Para 2009, o Fundo elevou sua previsão do crescimento mundial em um décimo, para 3,9%.
O mais beneficiado pelas mudanças é os Estados Unidos, cuja economia aumentará este ano 1,3%, oito décimos a mais que o número que o FMI adiantou há três meses, porque o crescimento de 0,9%, em termos anuais, registrado no primeiro trimestre do ano foi muito melhor que o esperado.
O FMI agora acredita que os Estados Unidos também crescerão dois décimos a mais do que o previsto em 2009, para 0,8%.
O PIB da zona do euro aumentará este ano 1,7%, três décimos a mais do que a entidade tinha previsto em abril, que deixou inalterada sua previsão para 2009, que ficou em 1,2%.
O organismo reconheceu que a desaceleração no primeiro trimestre deste ano foi menos pronunciada do que o que tinha previsto na Europa, o que fez com que revisasse seus números.
Apesar da revisão dos números para melhor, o FMI manteve um tom cético e afirmou que o arrefecimento se intensificará na segunda metade do ano.
Nas economias mais desenvolvidas, continua a queda da produção industrial e da confiança das empresas e dos consumidores, afirmou o FMI.
Sobre os países em desenvolvimento, disse que também há “indícios” de enfraquecimento da atividade industrial.