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Economia

FMI alerta piora das finanças públicas nos países desenvolvidos

Arquivo Geral

14/05/2010 15h20

Os países ricos têm que reduzir seu déficit em 8,75% de seu PIB, mais que o previsto anteriormente, apesar da recuperação econômica ter aumentado a arrecadação tributária, advertiu hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Como grupo, seus números vermelhos descerão este ano em quatro décimos, mas a redução se deve unicamente a diminuição da ajuda ao setor financeiro nos Estados Unidos, disse o FMI, que publicou hoje dois relatórios sobre a situação fiscal no mundo.

Se esse fator for suprimido, os déficits serão piores em 2010 que em 2009 nos países ricos, apesar da volta do crescimento econômico.

Por isso, o órgão pediu às nações desenvolvidas para sanear as contas públicas e aos países que já sentem a pressão fiscal que adotem medidas imediatamente.

Enquanto isso, nos países emergentes os déficits caíram mais lentamente que o previsto, mas mesmo assim a situação é muito melhor.

Seus Governos devem descer a brecha orçamentária em 2,2 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), o que deixaria sua dívida em 40% do PIB, segundo o FMI.

Essa correção difere muito dos 8,75 pontos percentuais necessários nos países ricos na próxima década, a qual colocaria sua dívida eventualmente nos 60% do PIB.

Deverão fazer esse giro com a desvantagem de um crescimento menor que as nações em desenvolvimento.

No entanto, “esse ajuste não é impossível”, enfatizou hoje Carlo Cottarelli, diretor do departamento de assuntos fiscais do FMI.

O organismo recomendou aos Governos das nações ricas que elevem em dois anos a idade de aposentadoria, diminuam as verbas de salários para os empregados públicos, o investimento social, os subsídios agrícolas e o orçamento militar.

Também aconselhou subir os encargos sobre os bens imobiliários, o tabaco, o álcool, os combustíveis e o Imposto sobre o Valor Agregado.

Além disso, o FMI sugeriu taxar as emissões de poluição e leiloar as permissões para emitir os gases que provocam o efeito estufa, o que além de melhorar o meio ambiente suporia uma nova fonte de renda para o Governo.

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