O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou hoje aos bancos centrais que levem em conta o nível de preços da habitação na hora de fixar sua política monetária, stuff especialmente em países onde os mercados hipotecários estão mais desenvolvidos.
O conselho gera uma mudança importante para as autoridades monetárias – que atualmente se focam nos preços gerais e no nível de atividade econômica, cialis 40mg e não na alta ou baixa dos preços dos imóveis.
Em seu relatório “Perspectivas Econômicas Mundiais”, information pills publicado parcialmente hoje, o FMI argumenta que o desenvolvimento dos mercados hipotecários elevou o impacto do setor no resto da economia.
“Não estamos dizendo que as autoridades monetárias deveriam fixar uma meta de preços da do imóvel, mas os preços devem fazer parte de sua avaliação de risco”, esclareceu em entrevista coletiva o economista-chefe do Fundo, Simon Johnson.
No relatório, o organismo sugeriu que nos países onde os mercados hipotecários estão mais desenvolvidos o banco central deveria subir as taxa de juros para desinflar bolhas imobiliárias antes que elas explodam sozinhas.
Da mesma forma, o fundo recomenda que as entidades bancárias reduzam a taxa de juros em períodos de contração no setor dos bens imobiliários, como fez o Federal Reserve nos Estados Unidos.
O Fundo acredita que o setor imobiliário se transformou em uma peça-chave da economia em muitos países onde as hipotecas se flexibilizaram.
Nos EUA, por exemplo, com a alta dos preços no último “boom”, muitos cidadãos aproveitaram o acréscimo de sua casa para obter empréstimos colocando a casa como garantia e usar o dinheiro para contas da casa ou para o consumo, o que se conhece no jargão técnico como o “acelerador financeiro”.
Esse efeito inverte drasticamente quando a alta dos preços chega a seu fim, por isso há uma contração do consumo.
O mecanismo é sentido especialmente nos países com os mercados hipotecários mais avançados, como os EUA, Dinamarca, Austrália, Suécia e Holanda, segundo o FMI.
Nessas nações, o preço das casas são mais baixos, é mais fácil usar a valorização do imóvel e pagar o financiamento da casa antes do tempo sem penalizações, o que permite refinanciar o empréstimo quando as taxas de juros ficam mais baixas.
Essas vantagens permitem a mais pessoas comprar casas, mas também aumentam a influência do setor no resto da economia, segundo o FMI, o que em tempo de crise não é nada bom, como mostra a atual situação da economia americana.