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Economia

Flávio Bolsonaro propõe congelar dívidas das famílias, aos moldes de Desenrola de Lula

Senador afirma que seu governo vai comprar as dívidas de brasileiros inadimplentes e refinanciá-las pela Caixa Econômica Federal, com mais prazo e menor taxa de juros

Redação Jornal de Brasília

07/10/2026 17h09

flavio bolsonaro (6)

Foto: Sergio Lima / AFP / CP

CAROLINA LINHARES
FOLHAPRESS


O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que a proposta para resolver o endividamento da população vai envolver a compra de dívidas pelo governo e suspensão do pagamento de parcelas, a exemplo do programa Desenrola do governo Lula (PT).

Flávio afirmou que, se eleito no próximo dia 25, o governo vai comprar as dívidas de brasileiros inadimplentes e refinanciá-las pela Caixa Econômica Federal, com mais prazo e menor taxa de juros.

O candidato do PL disse ainda que o programa vai incluir “abertura de crédito para que as pessoas possam tomar financiamento de novo, caso queiram investir em algum negócio, caso queiram abrir a própria empresa”.

Outra medida anunciada pelo senador é uma carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para pessoas jurídicas. “Sua dívida vai ficar congelada, não vai ser reajustada e você não vai pagar nenhuma parcela [durante a carência]. Isso vai reinjetar esse dinheiro na economia de uma forma sustentável”, completou.

O programa Desenrola também estabelece carências. Na versão 2.0 o prazo de congelamento das parcelas chegou a um ano.

O endividamento da população, a alta taxa de juros e o poder de compra dos brasileiros foram temas prioritários do senador na campanha do primeiro turno.

Ao anunciar o Desenrola 3.0, no último dia 25, o governo Lula modificou o mecanismo das edições anteriores do programa, prevendo a compra de carteiras de dívidas inadimplentes, bancárias ou não bancárias.

Lula afirmou, na ocasião, que “o Desenrola 3 é melhor que os outros Desenrola”. “Nos outros Desenrola, as pessoas tinham que individualmente procurar o banco. Agora é o governo que vai comprar dívida e vai acertar a vida das pessoas”, disse o presidente.

O Desenrola 3.0 prevê que o governo destine até R$ 15 bilhões para adquirir débitos de pessoas físicas que estão inadimplentes. O público-alvo são famílias com dívidas em atraso de 2 a 4,5 anos, e o valor original da dívida não poderá ser maior que R$ 10 mil.

A última fase do programa, conhecido como Desenrola 2.0, renegociou R$ 25,51 bilhões em empréstimos atrasados até o dia 13 de agosto, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela Folha de S. Paulo.

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