CAROLINA LINHARES
FOLHAPRESS
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que a proposta para resolver o endividamento da população vai envolver a compra de dívidas pelo governo e suspensão do pagamento de parcelas, a exemplo do programa Desenrola do governo Lula (PT).
Flávio afirmou que, se eleito no próximo dia 25, o governo vai comprar as dívidas de brasileiros inadimplentes e refinanciá-las pela Caixa Econômica Federal, com mais prazo e menor taxa de juros.
O candidato do PL disse ainda que o programa vai incluir “abertura de crédito para que as pessoas possam tomar financiamento de novo, caso queiram investir em algum negócio, caso queiram abrir a própria empresa”.
Outra medida anunciada pelo senador é uma carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para pessoas jurídicas. “Sua dívida vai ficar congelada, não vai ser reajustada e você não vai pagar nenhuma parcela [durante a carência]. Isso vai reinjetar esse dinheiro na economia de uma forma sustentável”, completou.
O programa Desenrola também estabelece carências. Na versão 2.0 o prazo de congelamento das parcelas chegou a um ano.
O endividamento da população, a alta taxa de juros e o poder de compra dos brasileiros foram temas prioritários do senador na campanha do primeiro turno.
Ao anunciar o Desenrola 3.0, no último dia 25, o governo Lula modificou o mecanismo das edições anteriores do programa, prevendo a compra de carteiras de dívidas inadimplentes, bancárias ou não bancárias.
Lula afirmou, na ocasião, que “o Desenrola 3 é melhor que os outros Desenrola”. “Nos outros Desenrola, as pessoas tinham que individualmente procurar o banco. Agora é o governo que vai comprar dívida e vai acertar a vida das pessoas”, disse o presidente.
O Desenrola 3.0 prevê que o governo destine até R$ 15 bilhões para adquirir débitos de pessoas físicas que estão inadimplentes. O público-alvo são famílias com dívidas em atraso de 2 a 4,5 anos, e o valor original da dívida não poderá ser maior que R$ 10 mil.
A última fase do programa, conhecido como Desenrola 2.0, renegociou R$ 25,51 bilhões em empréstimos atrasados até o dia 13 de agosto, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela Folha de S. Paulo.
Flávio Bolsonaro propõe congelar dívidas das famílias, aos moldes de Desenrola de Lula
Senador afirma que seu governo vai comprar as dívidas de brasileiros inadimplentes e refinanciá-las pela Caixa Econômica Federal, com mais prazo e menor taxa de juros
Foto: Sergio Lima / AFP / CP