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Economia

Flávio Bolsonaro diz que proibição às bets é agressão à segurança jurídica

Senador voltou a caracterizar Lula como “pai do tigrinho”, e lembrou ter votado contra o projeto de regulamentação do setor patrocinado pelo governo federal

Redação Jornal de Brasília

07/10/2026 15h46

flavio bolsonaro

Foto: Saulo Cruz/ Agência Senado

A proibição das bets decretada pelo governo Lula (PT) é uma agressão à segurança jurídica, afirmou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (7).

Em conversa com jornalistas, ele voltou a caracterizar Lula como “pai do tigrinho”, em referência ao cassino online conhecido como “jogo do tigrinho”, e lembrou ter votado contra o projeto de regulamentação do setor patrocinado pelo governo federal. Durante a gestão de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), as casas de apostas ficaram sem regulamentação e se expandiram.

“Ele toma [essa medida] a poucos dias da eleição como se isso fosse ser revertido em votos para ele, [mas] o efeito foi o contrário. Ele agrediu a segurança jurídica, agrediu os clubes, diversas empresas”, afirmou Flávio Bolsonaro após encontro com representantes da federação União Progressista (PP e União Brasil).

“O governo tomou dinheiro dessas empresas que pagaram caro para entrar no mercado, para estarem reguladas, e do nada o cara dá uma canetada. Como é uma medida provisória, daqui a quatro meses ela pode caducar”, acrescentou.

Flávio evitou responder, porém, qual é a sua proposta a respeito das bets caso seja eleito, mas disse ser preciso distinguir as bets esportivas dos cassinos online. “A gente tem que fazer uma distinção muito honesta e com responsabilidade”, disse. O candidato tampouco respondeu se votaria contra ou a favor da medida provisória que proibiu as apostas.

Nos bastidores, aliados de Flávio afirmam que ele tem sido procurado por clubes de futebol para tratar do tema.

O governo Lula editou uma medida provisória proibindo as apostas esportivas e os cassinos online no último dia 25, a apenas nove dias do primeiro turno. A medida colocou na ilegalidade o setor que havia sido regulamentado por um projeto de lei introduzido pelo próprio governo Lula no Congresso Nacional, em 2023.

Entre a legalização durante o governo Temer, em 2018, e a regulamentação pelo governo Lula, em 2024, o setor passou cerca de cinco anos vivendo numa espécie de vácuo legal. Nesse período houve grande expansão do número de casas de aposta em operação no território brasileiro.

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