A indústria do Rio projeta aumento da produção e aquecimento das contratações em 2011, aponta estudo divulgado hoje pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). O estudo revelou que, diante de uma demanda aquecida, 60% das 297 empresas ouvidas pretendem ampliar os investimentos no ano que vem.
As contratações devem se concentrar nas linhas de montagem e nas áreas de controle de qualidade, manutenção e projeto, indicou a pesquisa. “O aumento das contratações voltadas a projeto mostra que a indústria está se preparando para uma demanda crescente nos próximos anos”, avaliou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês. Metade das empresas consultadas pretende aumentar o quadro de funcionários em 2011 e 70,7% têm planos de ampliar a produção.
De acordo com a Firjan, a indústria fluminense acelerou sua operação no fim do ano: uma em cada quatro empresas opera em ritmo de produção acima do esperado. Embora quase 63% afirmem não ter sido surpreendidas pela demanda atual, mais de um quarto das empresas apontaram ter alguma dificuldade em atender a demanda por seus produtos. As principais dificuldades, segundo a indústria, estão relacionadas à contratação de mão de obra e obtenção de matéria-prima. Apesar do bom momento, as empresas avaliam que alguns fatores impedem um crescimento maior.
No âmbito nacional, as companhias citaram a carga tributária, custos trabalhistas e taxa de câmbio como os principais problemas. No Estado, as barreiras destacadas são diferencial de ICMS ante outras unidades da federação, competição nacional acirrada, licenças ambientais e banda larga de baixa qualidade.
Sobre uma possível volta da CPMF, a maior parte das indústrias pretende repassar os custos da contribuição para os preços finais. A avaliação da Firjan é de que o retorno da CPMF pode gerar inflação no curto prazo e impactar negativamente o mercado no trabalho no longo prazo.