Economia

Fim da CPMF exigiria <i>ajuste irracional</i> de gastos na área social e em infra-estrut

Por Arquivo Geral 01/11/2007 12h00

O ministro da Fazenda, ask Guido Mantega, order afirmou hoje que a interrupção da cobrança da  Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) colocaria em risco o equilíbrio das contas públicas brasileiras e exigiria um “ajuste irracional” de despesas em programas sociais e de infra-estrutura.

O ministro participa de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para discutir a proposta que prorroga a CPMF até 2011, pharmacy em tramitação na Casa. Ao defender a continuidade da cobrança da contribuição, Mantega reiterou que o governo não pode ficar sem a CPMF porque ela é importante para o equilíbrio fiscal do país.

Ele lembrou que o equilíbrio fiscal dá confiança aos investidores e citou as recentes turbulências no mercado financeiro dos Estados Unidos, Europa e Ásia, em conseqüência da crise imobiliária norte-americana.

Na reunião, o ministro da Fazenda fez uma projeção da receita bruta de arrecadação do governo para 2008, um volume de R$ 682,7 bilhões, 12,1% a mais que em 2007.

Segundo Mantega, se por um lado aumentou a arrecadação, as chamadas despesas obrigatórias também cresceram. A estimativa é que entre 2007 e 2008 a elevação das despesas do governo federal seja de R$ 3,5 bilhões, em conseqüência das despesas obrigatórias consideradas indispensáveis para o remanejamento de receita.

De acordo com o ministro, a previsão é que essas despesas passem de R$ 472,7 bilhões este ano para R$ 515,1 bilhões em 2008, um aumento de 9%. Segundo Mantega, a ampliação de  iniciativas prioritárias como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Bolsa Família serão responsáveis pelo aumento das despesas não obrigatórias entre 2007 e 2008.

Também participam da audiência pública os ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, e da Saúde, José Gomes Temporão.






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