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Economia

Fim da 6×1 pode encarecer moradias do Minha Casa, Minha Vida, diz Câmara da Construção

Redação Jornal de Brasília

15/05/2026 6h33

minha casa, minha vida (df).

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Gabriela Echenique
Folhapress


Um estudo da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) aponta que o fim da escala 6×1 pode encarecer as obras populares no país e, com isso, reduzir o número de entregas no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.

O estudo traz os impactos da redução da jornada de trabalho que está sendo discutida na Câmara dos Deputados. A proposta prevê redução de 44h para 40h semanais sem redução de salário.

A projeção da CBIC é que os custos com mão de obra vão subir em até 15%, com impacto estimado em mais de R$20 bilhões ao ano. O efeito deve ser ainda mais forte no setor de habitação popular já que neste tipo de empreendimento a mão de obra representa 60% do custo total.

A entidade estima que o fim da 6×1 represente uma queda de quase 600 mil horas de trabalho no ano e que, para isso, seria necessário contratar cerca de 288 mil novos trabalhadores como compensação.

O problema apontado pelos especialistas é que em um cenário de pleno emprego há poucas chances de contratação de trabalhadores qualificados. Por isso, a estimativa é de obras mais longas, com menos entregas.

“Sem contar, ainda, no maior prazo necessário para a conclusão de obras e a menor oferta de imóveis, inclusive para a população de mais baixa renda, o que poderá ter reflexo direto no déficit habitacional”, diz o estudo.

O tributarista Menndel Macedo, membro do conselho jurídico da CBIC, diz que o impacto não se limita ao custo direto.

“Obra mais longa custa mais. E, no caso do Minha Casa Minha Vida, o espaço para absorver esse aumento é limitado. O resultado tende a ser ajuste no número de unidades ou na viabilidade de novos projetos”, disse ao Painel.

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