“Dos acordos que foram aprovados nessa cúpula das grandes potências econômicas, dependerá o destino mais próximo de bilhões de pessoas modestas que vivem de seu trabalho”, disse Fidel num novo artigo da série “Reflexões”, divulgado hoje no site nacional “Cubadebate”.
No texto, o chefe da revolução, de 82 anos, destaca que “mais de 180 países do mundo não estarão presentes na reunião de Londres” e que, “não em vão, afirma-se que lá só estarão os representantes das 20 maiores economias do mundo”.
“No entanto, entre estas há contradições profundas, tanto dentro dos próprios países ocidentais como entre estes e os emergentes, que batalham contra a crise financeira a favor de seu direito ao desenvolvimento”.
O ex-presidente cubano também comenta a pouca cobertura que a reunião do G20 está tendo na imprensa cubana, totalmente controlada pelo Estado.
Nesse sentido, afirmou que “os clássicos do beisebol e do futebol enchem os estádios e entusiasmam as massas no mundo todo”, e todos se consideram especialistas na matéria – “eu entre eles”, afirma.
Porém, quando o assunto é economia, “conta-se nos dedos das mãos os que se interessam sobre o tema”.
“Busquei em nossa imprensa o evento e não há uma palavra sobre a reunião do G20 que dentro de dois dias começará em Londres”, diz o artigo.
“Não se trata de uma crítica à nossa imprensa. É simplesmente nossa forma de atuar frente à questão econômica internacional. No resto dos países, ocorre exatamente o mesmo”, acrescenta Fidel.
“Trata-se simplesmente de transmitir a meus compatriotas a essência dos debates do G20 em Londres, e sempre com o temor de ser extenso e aborrecido”, escreveu o ex-presidente.
Em seu artigo anterior, o líder cubano se queixou do tratamento dado pela imprensa internacional a uma reflexão na qual ressaltou a importância da China para a economia mundial. EFE