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Economia

FGV: 60,5% consideram improvável perder emprego ou renda nos próximos seis meses

Na outra ponta, 12,2% avaliam ser “provável” ou “muito provável” que haja perda do emprego e/ou da fonte de renda no horizonte de seis meses

Redação Jornal de Brasília

15/09/2026 8h58

carteira de trabalho desemprego emprego

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

A maior parte dos trabalhadores (60,5%) considera “muito improvável” ou “improvável” perder o principal emprego e/ou fonte de renda nos próximos seis meses, segundo a Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV Ibre, com dados do trimestre encerrado em agosto de 2026.

Na outra ponta, 12,2% avaliam ser “provável” ou “muito provável” que haja perda do emprego e/ou da fonte de renda no horizonte de seis meses. Outros 27,4% disseram não saber responder. Em relação ao trimestre encerrado em julho, a soma de “muito improvável” e “improvável” passou de 59,3% para 60,5%. Já “provável” e “muito provável” ficou praticamente estável, de 12,1% para 12,2%, enquanto os que “não sabem dizer” recuaram de 28,6% para 27,4%.

Proteção social

A sondagem também captou a percepção sobre a rede de proteção social em caso de perda do emprego e/ou principal fonte de renda No trimestre findo em agosto, 39,9% afirmaram se sentir “muito desprotegidos” e 29,7% “parcialmente desprotegidos”, enquanto 30,4% disseram se sentir “protegidos”.

Na comparação com julho, avançou a parcela que se sente muito desprotegida (de 39,0% para 39,9%) e também a dos que se declaram protegidos (de 29,1% para 30,4%), ao passo que recuou a fatia dos parcialmente desprotegidos (de 31,8% para 29,7%).

Questionados se, caso perdessem o principal emprego e/ou fonte de renda, teriam acesso a programas do governo ou benefícios sociais, 45,9% responderam que sim e 54,1% que não, no trimestre encerrado em agosto. Em julho, eram 45,3% e 54,7%, respectivamente.

Satisfação com o trabalho

A sondagem também mediu a satisfação com o trabalho. O resultado do trimestre encerrado em agosto mostra que 78,1% afirmam que se sentem satisfeitos ou muito satisfeitos com o trabalho atual.

Esse porcentual voltou a subir nos últimos dois meses, depois de uma sequência de quatro quedas consecutivas. Por outro lado, o porcentual de respondentes insatisfeitos ou muito insatisfeitos ficou relativamente estável, em 7,5%.

Entre os respondentes que se mostraram insatisfeitos, em qualquer grau, o principal motivo citado continuou sendo a remuneração. A remuneração baixa representou, na média encerrada em agosto, 52,5% dos insatisfeitos. Os outros fatores com maior relevância foram carga horária elevada (20,2%) e saúde mental (13,8%). Nesse quesito, os trabalhadores podiam citar mais de uma opção, por isso as respostas somam mais de 100%.

“Esse resultado reforça a sinalização sobre o mercado de trabalho atual, que mesmo com alguma desaceleração, ainda se mantém resiliente. Considerando que a economia brasileira tem dado indícios de redução do ritmo de crescimento, é natural que os dados sobre o mercado de trabalho também caminhem nessa direção, mas ainda se mantendo em patamar positivo em termos históricos”, afirma Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV Ibre, em comunicado.

Estadão Conteúdo.

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