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Economia

FGC paga R$ 32,5 bi a 75% dos credores do Banco Master

Desembolso atinge 80% do valor total previsto de R$ 40,6 bilhões para vítimas da liquidação.

Redação Jornal de Brasília

29/01/2026 16h17

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou que já realizou pagamentos de R$ 32,5 bilhões a 580 mil credores do Banco Master até o início da tarde desta quinta-feira (29). Esse volume corresponde a 80,05% do valor total previsto para desembolso e alcança 75% dos investidores com direito à garantia.

Os pagamentos tiveram início em 19 de janeiro e ganharam ritmo após ajustes técnicos que melhoraram o desempenho dos sistemas do fundo. O FGC estima a necessidade de aproximadamente R$ 40,6 bilhões líquidos para cobrir as garantias relacionadas ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em 18 de novembro. Esse montante representa cerca de um terço dos recursos disponíveis no fundo.

Atualmente, há cerca de 20 mil pedidos em processamento, que dependem de ação por parte do credor. Embora a liberação seja rápida na maioria dos casos, procedimentos de segurança e prevenção a fraudes podem exigir verificações adicionais, afetando os prazos individuais.

Além do Banco Master, o FGC também precisará honrar garantias relacionadas ao Will Bank, cuja liquidação foi decretada pelo Banco Central nesta semana. A estimativa é de um desembolso adicional de R$ 6,3 bilhões. O início desses pagamentos depende do envio da base de dados dos credores pelo liquidante nomeado pelo BC, e ainda não há prazo definido.

O fundo destacou que, como o Will Bank integra o conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é duplicado. Assim, clientes que já tenham recebido o teto máximo na liquidação de outras instituições do grupo não terão valores adicionais a receber.

O Banco Master foi alvo de liquidação extrajudicial em 18 de novembro, no mesmo dia em que seu controlador, Daniel Vorcaro, foi preso em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes bilionárias. Ele foi posteriormente solto e responde às investigações em liberdade, sob medidas cautelares.

Com informações da Agência Brasil

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