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Economia

Fenabrave projeta crescimento de 3% nas vendas de veículos leves em 2026

A federação estima 2,6 milhões de unidades de automóveis e comerciais leves licenciados, impactados por endividamento familiar e juros elevados.

Redação Jornal de Brasília

13/01/2026 16h41

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) projeta um crescimento de cerca de 3% no licenciamento de automóveis e veículos comerciais leves, como picapes e furgões, para 2026, totalizando mais de 2,6 milhões de unidades. A estimativa depende das condições macroeconômicas do país.

Em 2025, o setor registrou um aumento de 2,58% em relação ao ano anterior, com 2,5 milhões de unidades comercializadas nessa categoria. Quando se inclui os segmentos de caminhões e ônibus, a expectativa para 2026 é de um crescimento de 3,02%, alcançando quase 2,8 milhões de unidades. No ano passado, todos esses segmentos somados cresceram 2,08%, com 2,7 milhões de emplacamentos.

A economista da Fenabrave, Tereza Fernandez, avalia que o setor poderia expandir mais, mas enfrenta limitações impostas pelo alto endividamento das famílias e pela manutenção de juros elevados. “Nós estamos longe de atingir o pico de 2011, quando foram vendidas 3,4 milhões de unidades de automóveis e comerciais leves”, destacou ela, apontando que as condições econômicas impedem um avanço maior.

Para o setor automotivo como um todo, incluindo motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos, a Fenabrave prevê um crescimento de 6,10% em 2026, impulsionado principalmente pelas motocicletas, com expansão estimada em 10%. Em 2025, todos os segmentos somados cresceram 8%, totalizando 5,1 milhões de unidades.

No segmento de caminhões, que sofreu queda de 8,65% em 2025 devido a dificuldades de crédito e endividamento no agronegócio, a projeção é de crescimento de 3%. Fernandez credita parte dessa recuperação ao programa Move Brasil, que oferece crédito para compra de caminhões. “Isso vai contribuir para um desempenho positivo”, afirmou. No entanto, ela ressalta que o crescimento sustentável é desafiado pelo risco inflacionário e fiscal, o que mantém os juros altos e limita expansões maiores, como 5% ou 6% para caminhões, essenciais para o transporte de 65% da produção nacional.

Com informações da Agência Brasil

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