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Economia

Fed descarta nacionalização do Citigroup

Arquivo Geral

25/02/2009 0h00

O presidente do Federal Reserve (Fed, abortion o banco central americano), medicine Ben Bernanke, try disse hoje que o Governo dos Estados Unidos não vai nacionalizar o Citigroup, em meio aos crescentes temores sobre a viabilidade do gigante financeiro.

“Na minha maneira de ver, a nacionalização acontece quando o Governo se apodera do banco, elimina os acionistas e começa a tramitar o banco, e não planejamos nada disso”, disse Bernanke durante seu segundo dia de comparecimento semestral ao Congresso.

O titular do Fed disse definir a nacionalização como a situação na qual o Governo tem 100% de uma entidade.

Bernanke reconheceu que o Governo poderia ter uma participação minoritária “substancial” no Citigroup ou em outros bancos, mas insistiu em que as autoridades têm as ferramentas necessárias para atingir seus objetivos sem que aconteçam falências ou que o Estado assuma o controle dos bancos.

O Governo americano colocou hoje em andamento os chamados “testes de resistência”, um processo que tem como objetivo determinar se os principais bancos do país têm capital suficiente para continuar operando nas difíceis condições atuais.

Os bancos que precisarem de capital adicional terão seis meses para arrecadar capital privado e, depois desse período, o Governo poderá adquirir ações preferenciais conversíveis nessas entidades.

Em resposta a uma pergunta específica sobre o Citigroup, indicou que será preciso analisar como a entidade vai reagir aos “testes de resistência”.

O Governo dos EUA tem ações preferenciais no valor de US$ 45 bilhões do Citigroup, que conversa com o Departamento do Tesouro para que parte delas se transformem em títulos ordinários.

Atualmente, o Governo é dono de perto de 8% do banco. Após a citada transação essa percentagem poderia chegar a 40%.

Essa operação daria ao banco uma injeção de capital necessária, mas menor controle sobre seu destino. O gigante financeiro registrou perdas no valor de US$ 28 bilhões nos últimos cinco trimestres.

O Governo americano injetou quase US$ 200 bilhões em 419 bancos nos últimos seis meses.

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