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Economia

Fed demonstra preocupação com evolução do dólar e do desemprego nos EUA

Arquivo Geral

16/11/2009 0h00


O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, ressaltou hoje que a instituição vigia de perto a evolução do dólar, em queda há meses, e afirmou que aumentar o emprego é um dos desafios da economia dos Estados Unidos.

“O valor da taxa de câmbio do dólar variou em grande escala durante o último ano”, admitiu Bernanke durante discurso no Economic Club de Nova York, em uma atípica alusão à evolução da moeda por parte do presidente do banco central americano.

Bernanke admitiu que há sinais de recuperação econômica, mas manifestou que existem “ventos contrários” e realizou uma incomum defesa do dólar.

A crise financeira fez com que os investidores buscassem outras divisas. Nos últimos meses, o dólar se desvalorizou, em média, 15% frente às principais moedas.

Além disso, os preços das matérias-primas habitualmente pagas em dólares subiram no mesmo período.

O Fed assegurou que “está atento às implicações nas mudanças de valor do dólar” e continuará formulando políticas para “reanimar o emprego ao máximo e conseguir a estabilidade dos preços”.

Como todos os presidentes do Fed, Bernanke cuidadosamente evita falar sobre a moeda americana, já que essa é uma das competências do Departamento do Tesouro, mas lembrou também que, nos momentos mais turbulentos da crise financeira, o dólar se valorizou.

Segundo o presidente do Fed, “as condições financeiras melhoraram consideravelmente, mas temos muitos desafios econômicos pela frente. O fluxo de créditos é limitado, a atividade econômica, frágil, e o desemprego, alto demais”, afirmou.

Por isso, não descartou que “haja futuros retrocessos”, mas imediatamente indicou que as autoridades americanas já tomaram medidas para que o sistema financeiro e a economia dos EUA retornem ao crescimento.

A estabilização dos mercados financeiros e a gradual recuperação da confiança entre os americanos “estão ajudando a dar as bases adequadas para a recuperação econômica”, acrescentou o presidente do Fed.

Entre os desafios para a recuperação econômica, Bernanke citou a fragilidade do mercado de trabalho dos EUA e as restrições no mercado de créditos bancários.

A taxa de desemprego nos EUA alcançou 10,2% em outubro, o número mais alto dos últimos 26 anos, segundo dados divulgados recentemente pelo Departamento de Trabalho americano.

Bernanke recomendou aos empresários que, na medida em que a demanda volte ao normal e ganhe força, voltem a contratar os trabalhadores que demitiram.

“A taxa de desemprego cairá lentamente caso o crescimento econômico seja moderado”, explicou.

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