Os setores que mais evoluíram são habitação e indústria manufatureira, enquanto as vendas de imóveis comerciais continuam fracas.
“Os relatórios de avanços na atividade econômica geralmente ultrapassam os retrocessos, mas, virtualmente, todas as melhoras foram descritas como pequenas ou desiguais”, afirma o documento do Fed.
O estudo foi elaborado pelos bancos do Fed em seus 12 distritos e servirá de base para as decisões que o Comitê do Mercado Aberto, responsável pela política monetária dos EUA, tomará nos próximos dias 3 e 4.
Além do setor imobiliário comercial, o Fed também divulgou relatórios negativos em alguns distritos, nos quais piorou a qualidade dos empréstimos em suas carteiras.
Além disso, o mercado de trabalho continua “débil”, mas existem “algumas áreas ocasionais de melhora”.
A taxa de desemprego nos EUA está em 9,8%, a mais alta desde meados de 1983, e especialistas creem que chegará aos 10% antes de começar a cair, o que deve ocorrer só no ano que vem.
Ao mesmo tempo, os bancos do Fed apontaram que “há um aumento pequeno ou nulo nas pressões de preços ou de salários”.
O consumo, responsável por 70% do Produto Interno Bruto (PIB) americano, e os serviços não financeiros apresentaram resultados “misturados”, com perdas em alguns distritos e ganhos em outros.